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Estratégia digital foca em inteligência artificial e expansão de infraestrutura

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O governo federal iniciou nesta semana, em Brasília, o processo de revisão da Estratégia Brasileira de Transformação Digital (E-Digital), com o objetivo de redefinir as diretrizes tecnológicas do país para o início da próxima década. A movimentação ocorre logo após o encerramento da consulta pública oficial sobre o tema, que foi finalizada na última quarta-feira. De acordo com informações do Teletime, as novas políticas priorizam fortemente a expansão da infraestrutura nacional de conectividade e a aplicação de sistemas baseados em inteligência artificial no âmbito das políticas públicas.

A formulação deste novo marco regulatório e de investimentos reuniu, durante um evento realizado na capital federal na última quinta-feira, diversos representantes do governo, especialistas do setor produtivo e membros da sociedade civil. A iniciativa interministerial visa criar um ambiente propício para a inclusão digital, impulsionando o desenvolvimento econômico sustentável e garantindo a soberania tecnológica do território nacional frente aos desafios globais.

Quais são os principais objetivos da nova estratégia digital nacional?

O foco central da reformulação da E-Digital é estabelecer um plano de ação abrangente, com horizonte focado no médio e no longo prazo. O projeto almeja gerar impactos diretos sobre a oferta de serviços públicos à população, o fomento da economia digital de forma generalizada e a universalização do acesso à tecnologia. A meta é garantir que as inovações cheguem aos cidadãos de maneira eficiente e segura.

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ressaltou durante o encontro o caráter essencialmente transversal desta agenda. Segundo a representante do Executivo, a inovação deixou de ser apenas um segmento mercadológico para se tornar estrutural para o país.

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“O digital não é mais um setor entre outros, ele passou a ser o alicerce de toda a sociedade”

, declarou a ministra. Ela também defendeu que a utilização de dados sirva como pilar fundamental para a elaboração de políticas públicas eficazes e para a criação de sistemas nacionais soberanos.

Neste contexto de integração, o governo destacou os avanços já consolidados por meio de plataformas governamentais. O sistema Gov.br, por exemplo, alcançou a marca de mais de 175 milhões de contas ativas no país. A estratégia renovada pretende ampliar ainda mais a integração digital entre a União, os estados e os municípios, fortalecendo a chamada infraestrutura pública digital por meio de bases de dados unificadas e identificação segura.

Como o uso da inteligência artificial será ampliado e estruturado?

Um dos pilares das discussões interministeriais envolve a capacidade de o país processar e armazenar um grande volume de informações. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que a nação possui o potencial necessário para liderar o segmento na região.

“O Brasil será o grande hub de tecnologias, de processamento e armazenamento de dados para rodar a inteligência artificial”

, garantiu o representante da pasta durante o evento.

Para que essa projeção se concretize, o governo identificou como um dos maiores desafios técnicos o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial que sejam perfeitamente adaptados e treinados para a língua portuguesa. A administração federal acredita que o domínio desta tecnologia específica não apenas atenderá às demandas internas do serviço público e do mercado nacional, mas também abrirá um amplo potencial de exportação de soluções para outros países lusófonos ao redor do globo.

Quais investimentos em conectividade estão previstos para o setor?

A estruturação de qualquer avanço tecnológico robusto depende diretamente da qualidade da rede de telecomunicações do país. Por isso, o Ministério das Comunicações apresentou medidas concretas que já estão em curso para solucionar os gargalos estruturais de conectividade. Entre as iniciativas prioritárias encontra-se a preparação para um novo leilão de frequências, especificamente a faixa de 700 MHz, que está programado oficialmente para o próximo dia 30.

Além da oferta de novas frequências, o ministério anunciou o uso substancial de recursos provenientes do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, conhecido pela sigla Fust. Os valores estão sendo direcionados tanto para a expansão em larga escala de redes de fibra óptica quanto para a construção e ampliação de centros de processamento de dados essenciais para o suporte tecnológico nacional.

Sobre a reativação destes investimentos estratégicos, o ministro Frederico de Siqueira Filho enfatizou a mudança de ritmo na aplicação da verba pública.

“O Fust estava parado há anos. No nosso governo, conseguimos destravá-lo e já estamos aprovando mais de R$ 4 bilhões para fortalecimento de infraestrutura”

, detalhou Siqueira Filho. De acordo com o ministro, diversos investidores já iniciaram a captação destes recursos, o que deve resultar na conexão direta de milhares de cidadãos e residências espalhadas por centenas de municípios brasileiros.

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