No ESG Summit 2025, realizado em 29 de julho de 2025, líderes discutiram a importância do engajamento real para a transformação sustentável das cadeias de valor. O painel, moderado por Lia Rizzo, editora de ESG da EXAME, contou com a presença de Sonia Consiglio, do Pacto Global da ONU, e Waldir Beira Junior, presidente da Ypê.
Como as empresas podem engajar stakeholders?
De acordo com informações da Exame, o evento destacou que boas práticas não são suficientes no ESG; é necessário engajamento, propósito e coerência. Waldir Beira Junior exemplificou com a Ypê, que desde sua fundação integrou a sustentabilidade à sua essência.
“Meu pai escolheu o nome Ypê como uma homenagem à natureza. Desde o início, ele tomava decisões com consciência ambiental”, afirmou Beira Junior.
Qual o papel das lideranças no avanço do ESG?
Sonia Consiglio enfatizou que a pandemia acelerou a percepção das lideranças sobre a importância estratégica do ESG.
“Estamos no momento de saber quem de fato entendeu que isso é estratégico e que, se não tiver ESG, não tem empresa”, disse Consiglio.
Ela destacou que o engajamento vai além de crises, sendo necessário para temas complexos como transição energética.
Por que a sustentabilidade é vista como investimento?
Durante o painel, foi ressaltado que ser uma empresa de impacto exige decisões estratégicas baseadas em valores sustentáveis. Beira Junior mencionou a criação de uma tecnologia para produção de sabão em pó a partir de biomassa. A Ypê também lançou a linha Green, com produtos veganos e sustentáveis.
“O consumidor está mais atento, mais consciente. E tem o poder de mobilizar o mercado”, completou Beira Junior.