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Energia solar portátil avança nos EUA após lei de Utah liberar painéis na tomada

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Utah se tornou o primeiro estado dos Estados Unidos a permitir que moradores conectem sistemas de energia solar portátil diretamente em tomadas residenciais, após a aprovação da lei HB 340 no ano passado. A medida, patrocinada pelo deputado estadual Raymond Ward, ampliou o interesse em propostas semelhantes em outros estados, em um movimento que busca tornar a geração doméstica de eletricidade mais acessível, sem depender de instalações solares tradicionais no telhado. De acordo com informações do Grist, a iniciativa foi inspirada na expansão dessa tecnologia em países europeus, especialmente na Alemanha.

Conhecidos também como “balcony solar”, esses painéis funcionam por meio da conexão direta a uma tomada padrão. A proposta é permitir que consumidores gerem parte da própria energia com equipamentos menores e mais baratos do que os sistemas convencionais. Ward afirmou ao veículo que a solução pode atender quem deseja “um pouco de energia solar”, mas não quer arcar com um investimento de cerca de R$ 30 mil em uma instalação no telhado, valor originalmente citado em dólar no texto-fonte.

Como a lei de Utah estimulou o debate em outros estados?

Segundo a reportagem, a HB 340 foi aprovada com apoio bipartidário e de forma unânime. Desde então, outros 30 estados e o Distrito de Columbia elaboraram projetos semelhantes, conforme dados acompanhados pelo grupo de lobby Bright Saver, voltado à expansão da energia solar plugável. Entre os estados citados no texto, o Maine já sancionou legislação parecida neste mês, enquanto Virgínia, Colorado e Maryland avançaram em seus próprios processos legislativos.

A discussão ganhou força mesmo com obstáculos regulatórios. Embora a tecnologia já seja popular em partes da Europa, consumidores nos Estados Unidos ainda não encontram esses sistemas com facilidade nas grandes redes varejistas. Isso ocorre porque, além da autorização legal, ainda são necessárias regras técnicas e certificações de segurança para o uso dos equipamentos no padrão elétrico norte-americano.

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Quais são as preocupações de segurança com os painéis ligados à tomada?

O ponto central do debate está no fluxo de energia. As residências foram projetadas para receber eletricidade da rede, e não para enviar corrente no sentido inverso pela fiação. No caso dos painéis plug-in, a energia gerada retorna pela tomada e circula “para trás” pelo sistema doméstico, o que levanta preocupações entre distribuidoras e técnicos do setor elétrico.

Entre os riscos mencionados no texto estão situações em que trabalhadores de manutenção podem acreditar que uma linha está desligada, quando ainda há eletricidade sendo enviada por um sistema solar residencial. Ward reconheceu essas preocupações, mas defendeu que os desafios podem ser resolvidos com normas adequadas, argumentando que a mesma física já demonstrou segurança em mercados europeus.

A concessionária Rocky Mountain Power colaborou com a formulação da linguagem do projeto, embora tenha informado que não assumiu posição formal sobre a proposta. Em nota citada pela reportagem, um porta-voz disse que a empresa segue preocupada com produtos que possam chegar ao mercado sem atender aos requisitos da lei, o que poderia criar riscos elétricos para trabalhadores das redes.

O que a legislação exige para liberar esses sistemas no mercado?

A lei de Utah estabeleceu alguns critérios para o avanço da tecnologia. Entre eles, o texto destaca que:

  • as concessionárias ficam livres de responsabilidade sobre os sistemas plug-in;
  • os proprietários dos painéis não podem exigir pagamento pela energia devolvida à rede;
  • a Underwriters Laboratories, citada como UL Systems no texto, deve desenvolver uma certificação de segurança específica para esses equipamentos.

A Underwriters Laboratories informou que foi a primeira vez que recebeu a tarefa de testar esse tipo de painel por força de uma legislação estadual. Kenneth Boyce, vice-presidente de engenharia da empresa, afirmou que o tema passou a ser tratado com seriedade pela organização. Em novembro, a companhia publicou um documento técnico com os perigos potenciais dos sistemas e com requisitos para a futura certificação.

“We’re … making sure we keep (consumers) safe while they get the benefits of participating in the energy transition. We can do both.”

Segundo Boyce, ainda não havia sistemas plug-in certificados até o momento da reportagem, mas a expectativa era de mudança em “meses, talvez até semanas”, após conversas com vários fabricantes.

Quanto custam os equipamentos e quem já vende esses sistemas?

O texto cita a EcoFlow como uma das varejistas online mais populares desse tipo de painel nos Estados Unidos. De acordo com a empresa, um inversor custa atualmente cerca de US$ 300 em seu site. Um sistema com bateria para armazenar energia sai por US$ 1.200, enquanto os painéis compatíveis variam entre US$ 250 e US$ 1.000, a depender do tamanho do conjunto.

A reportagem também menciona experiências individuais, como montagens caseiras feitas por consumidores e influenciadores, entre eles o youtuber JerryRigEverything. No entanto, Boyce alertou que, embora componentes isolados possam ter certificação UL, o sistema completo ainda precisa ser testado como conjunto para garantir segurança.

Para defensores da proposta, os painéis plug-in podem abrir um novo mercado de energia limpa mais acessível e portátil. A discussão ocorre em um momento de incerteza para o setor nos Estados Unidos, em meio ao corte de subsídios federais para projetos e à expectativa de aumento nas contas de energia, segundo o texto original.

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