
O setor de energia solar dos Estados Unidos instalou 26.556 megawatts (MW) de nova capacidade em escala de utilidade pública ao longo do ano de 2025. Esse montante representa a grande maioria dos 36.551 MW construídos no país no período, consolidando as fontes renováveis como as principais impulsionadoras da expansão estrutural da rede elétrica norte-americana. Esse cenário reflete uma tendência global semelhante à do Brasil, onde a energia solar também tem liderado o crescimento renovável, consolidando-se como a segunda maior fonte de geração na matriz elétrica nacional.
De acordo com informações da PV Magazine, os dados foram compilados oficialmente pela Comissão Federal de Regulação de Energia (FERC, na sigla em inglês). Embora o total anual tenha sofrido uma ligeira queda em comparação com os 33.800 MW instalados em 2024, a energia solar continua sendo o principal motor de crescimento sustentável, compondo agora 12,16% de toda a capacidade geradora instalada e disponível nos Estados Unidos.
Como ocorreu a expansão da capacidade energética no final de 2025?
Apenas no último mês do ano, os desenvolvedores de projetos energéticos conectaram 1.193 MW de nova capacidade à rede elétrica do país. Esse avanço final foi liderado por 17 unidades de geração solar que somaram 993 MW, além de um único projeto de energia eólica responsável por 200 MW. Esse movimento de encerramento de calendário demonstra o ritmo constante de entrega de infraestruturas voltadas para a transição ambiental no território americano.
Entre as conclusões de projetos em escala de utilidade pública de maior destaque no fim do ano, encontram-se grandes usinas distribuídas por diversos estados do país. Os empreendimentos refletem os esforços regionais integrados para diversificar a matriz de abastecimento e reduzir a dependência econômica do sistema perante os combustíveis fósseis poluentes.
- Projeto Iron Pine Solar (325 MW), localizado no condado de Pine, estado de Minnesota;
- Projeto Morrow Lake Solar & Storage (201,1 MW), no condado de Frio, Texas;
- Centro de Energia Eólica Top Hat (200 MW), no condado de Logan, Illinois;
- Projeto CPV Backbone Solar (160 MW), no condado de Garrett, Maryland;
- Projeto Sycamore Creek Solar (117 MW), no condado de Crawford, Ohio.
Quais outras regiões contribuíram para a infraestrutura de energia renovável?
As contribuições em âmbito regional também contaram com instalações vitais que desempenham papéis cruciais no abastecimento energético descentralizado. O projeto Whistling Duck Solar, gerido pela Origis Energy na Flórida, adicionou 74,9 MW de capacidade contínua ao sistema. Simultaneamente, o estado de Michigan recebeu o projeto da Genesee Solar Energy, com capacidade estipulada de 40,8 MW, destinado a fornecer eletricidade para a Consumers Energy Co. por meio de um contrato estratégico de fornecimento de longo prazo.
Até a conclusão do ano de 2025, a capacidade total de geração instalada e operacional nos Estados Unidos alcançou a expressiva marca de 1.353,04 gigawatts (GW). O gás natural ainda mantém a maior fatia do mix energético nacional, representando 42,17% da capacidade total com seus 570,56 GW operacionais. No entanto, o domínio histórico e quase secular dessa fonte fóssil continua a ser diretamente desafiado pela rápida escalada da energia solar, que atingiu 164,53 GW, e da energia eólica, que já soma 161,10 GW (11,91%).
A atual matriz energética norte-americana também sustenta operações pesadas à base de carvão, que perfaz 193,40 GW (14,29%), e usinas de energia nuclear, responsáveis pela entrega de 104,39 GW (7,71%). A alteração progressiva na composição da rede elétrica nacional demonstra a transição ininterrupta para modelos de geração de baixo carbono, impulsionada de forma incisiva por exigências regulatórias rigorosas e pela forte competitividade econômica que as fontes sustentáveis alcançaram na última década.
Qual é a previsão para as fontes renováveis até 2028?
O panorama estipulado para os próximos três anos indica uma aceleração substancial na transição energética americana. Adições industriais classificadas pelos técnicos como de alta probabilidade até o mês de dezembro de 2028 englobam a injeção maciça de 86.500 MW de origem solar e outros 19.900 MW advindos de matriz eólica. Em forte contraste de planejamento corporativo, o setor de combustíveis fósseis se prepara para experimentar retrações de mercado extremamente significativas ao longo do mesmo período analisado.
A indústria responsável pela infraestrutura energética projeta de antemão que mais de 40.800 MW de capacidade geradora proveniente da queima de carvão deverão ser aposentados e definitivamente desativados até 2028. De forma paralela, não existe atualmente nenhuma adição de alta credibilidade planejada para esta matriz energética pesada e altamente poluente. Caso todas as propostas ecológicas atualmente em tramitação no país alcancem a fase de conclusão operacional, a energia solar poderá acrescentar até 240 gigawatts inéditos à rede interligada norte-americana no final da janela de três anos. Este avanço monumental cimentaria de maneira completamente irreversível a posição da matriz fotovoltaica como a principal liderança na geração de nova energia elétrica na maior economia do mundo.