A energia foi destacada como eixo estratégico para o desenvolvimento local no segundo dia do workshop Energias da Amazônia, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em Manaus. O evento, realizado em 11 de fevereiro, reuniu representantes do governo, especialistas e comunidades locais para discutir a ampliação da oferta energética e soluções sustentáveis na região. De acordo com informações do Ministério de Minas e Energia, o objetivo é integrar políticas públicas, inovação tecnológica e inclusão social para promover crescimento econômico e melhoria da qualidade de vida na Amazônia.
Quais foram os principais temas discutidos no workshop?
A diretora do Departamento de Transição Energética do MME, Karina Araújo, destacou que o workshop abordou tanto os marcos legais quanto a dimensão social do programa.
“O Energias da Amazônia vai além da ampliação do acesso à eletricidade. Ao incentivar o uso produtivo da energia, o programa promove o desenvolvimento de atividades geradoras de renda e contribui para o fortalecimento da economia local”, explicou.
O evento também contou com a participação da Aliança Global de Energia para Pessoas e Planeta (GEAPP) e da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), focando em um crescimento inclusivo e na transição energética justa.
Como a energia impacta as comunidades locais?
O conceito de usos produtivos de energia foi discutido, propondo o planejamento da eletricidade para gerar renda e fortalecer cadeias da bioeconomia. Mateus Silva, morador da Comunidade Indígena Três Unidos, destacou o impacto positivo da chegada da energia:
“É algo que veio para transformar muita coisa. Antes, não tínhamos energia 24 horas por dia, então é um benefício para todos. Vivemos do turismo, e a energia é fundamental para as pousadas, além de garantir conexão à internet para divulgar nosso trabalho. Isso significa mais qualidade de vida para nós. É a realização de um sonho coletivo”.
Quais foram as iniciativas apresentadas no evento?
O Programa Luz Para Todos foi apresentado, destacando o primeiro acesso à energia elétrica em comunidades isoladas. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentou um estudo sobre comunidades energéticas, ressaltando a necessidade de um marco regulatório alinhado às políticas públicas. O evento contou com a presença de representantes de várias instituições, incluindo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).



