O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), seria eleito governador do Estado no primeiro turno se as eleições ocorressem hoje. O cenário foi revelado por um levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (24 de abril de 2026). A pesquisa mostra a consolidação do atual prefeito na liderança isolada da disputa pelo Palácio Guanabara, impulsionada por uma ampla vantagem percentual que supera, com folga, a soma de todos os seus adversários diretos na corrida eleitoral estadual.
De acordo com informações do Poder360, a sondagem ouviu eleitores em dezenas de municípios fluminenses. O cenário traçado confirma a força política de Paes, que aparece no topo da preferência do eleitorado para assumir o governo do Rio de Janeiro. Os dados corroboram as publicações de múltiplos veículos que acompanham a sucessão e demonstram que, até o momento, a oposição não conseguiu viabilizar um nome capaz de ameaçar a hegemonia do representante do PSD.
Como está o cenário eleitoral no primeiro turno?
O estudo estatístico aponta que o candidato do Partido Social Democrático acumula mais da metade das intenções de voto. Conforme detalhado por reportagem do Brasil 247, Eduardo Paes contabiliza exatamente 53% da preferência popular no levantamento geral. Na segunda colocação, em uma posição bastante distante do líder da pesquisa, aparece Douglas Ruas, filiado ao Partido Liberal (PL).
Douglas Ruas, que é apontado pelo veículo de imprensa como atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), soma 13,2% das intenções de voto. A distância entre o primeiro e o segundo colocado evidencia a ampla dianteira conquistada pela atual administração municipal carioca projetada a nível estadual.
A regra do sistema eleitoral brasileiro estipula que, para um candidato liquidar a fatura e garantir a eleição logo na primeira etapa do pleito, é estritamente necessário que seu percentual de votos válidos ultrapasse a soma de todos os seus concorrentes, considerando a margem de erro estipulada pela pesquisa. No atual retrato medido pelo instituto Paraná Pesquisas, o prefeito atinge essa exigência com total conforto, o que garantiria o controle do Palácio Guanabara sem a necessidade de uma nova rodada de votações.
Logo atrás dos dois nomes que lideram as intenções, o cenário eleitoral se mostra pulverizado entre diversas figuras públicas que buscam viabilidade política na disputa. A lista completa de pontuação dos demais pré-candidatos apresenta os seguintes números detalhados no estudo:
- Wilson Witzel (DC), ex-governador do Rio de Janeiro que teve seu mandato cassado pela Justiça no ano de 2021, registra 3,6%.
- André Marinho, representante do partido Novo, figura na sequência com 2,8% das menções espontâneas e estimuladas.
- Bombeiro Rafa Luiz, filiado ao partido Missão, aparece com 2,1% da preferência do eleitorado.
- William Siri, candidato pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol), pontua com 1%.
- André Português, do partido Republicanos, fecha a lista das menções com 0,7%.
Além dos votos nominais direcionados diretamente aos políticos listados, a pesquisa teve o cuidado de medir o grau de insatisfação e de indefinição do eleitorado do Rio de Janeiro em relação à classe política. O expressivo contingente de pessoas que declararam a intenção categórica de anular o voto ou de votar em branco representa 15,2% do total de entrevistados. Por outro lado, a parcela da população fluminense que não soube responder ou que preferiu não opinar sobre a sucessão governamental soma 8,5%.
O que mudaria para os eleitores em um eventual segundo turno?
Apesar de os números gerais indicarem uma forte probabilidade de resolução rápida da corrida para a governadoria, o instituto também simulou cenários de confronto direto, projetando a possibilidade de a eleição se estender por mais algumas semanas. A simulação de um segundo turno entre os dois pré-candidatos mais bem colocados apenas reforça o amplo favoritismo do político do PSD nas urnas.
Em um hipotético embate direto e polarizado, Eduardo Paes saltaria dos seus 53% iniciais para expressivos 58,8% das intenções de voto. Seu adversário principal, Douglas Ruas (PL), alcançaria a marca de 20,7%. Essa diferença substancial demonstra a grande dificuldade estrutural que a oposição enfrentaria para tentar reverter o quadro em uma etapa final e decisiva de campanha televisiva e nas ruas.
Os dados absolutos indicam que o atual gestor da capital consegue aglutinar apoios para muito além de sua base inicial de apoiadores, enquanto a taxa de rejeição ou a clara limitação de crescimento de seus oponentes os mantém bastante distantes de uma margem que possa ser considerada competitiva na rodada decisiva. Esse panorama estatístico e político foi igualmente destacado e corroborado pela cobertura jornalística do portal Jovem Pan, que enfatizou a possibilidade real de vitória antecipada do ex-prefeito e atual líder nas pesquisas.
Qual foi a metodologia utilizada na pesquisa estadual?
Para garantir a lisura e a representatividade estatística do estudo sociológico, o levantamento da Paraná Pesquisas foi conduzido com extremo rigor metodológico ao longo de três dias seguidos. As entrevistas com a população foram realizadas presencialmente entre os dias 21 e 23 de abril de 2026, capturando de forma precisa o pulso do eleitorado em um momento chave das articulações pré-eleitorais no Estado.
O universo total da pesquisa contratada englobou um contingente de 1.680 pessoas devidamente ouvidas pelos pesquisadores de campo. Esse grupo de eleitores foi distribuído estrategicamente e proporcionalmente por 63 municípios diferentes do Estado do Rio de Janeiro. Essa pulverização territorial garante que as vozes e demandas dos cidadãos da capital, da vasta Região Metropolitana, das cidades da Baixada Fluminense e também dos municípios do interior do Estado fossem devidamente contabilizadas e ponderadas nos resultados finais.
A sondagem eleitoral apresenta uma margem de erro máxima estimada em 2,4 pontos percentuais, índice que pode variar para mais ou para menos em cada resultado individual dos candidatos. O nível de confiança do estudo atinge o alto patamar de 95%, o que, na prática estatística, significa que se a mesma amostragem exata fosse aplicada repetidas vezes sob as mesmas condições e no mesmo período, os resultados encontrados estariam dentro da margem de erro estabelecida em 95% das ocasiões testadas.
Do ponto de vista legal e das obrigações financeiras, a pesquisa divulgada cumpre integralmente os rigorosos requisitos exigidos pela Justiça Eleitoral brasileira. O estudo técnico encontra-se oficialmente registrado no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a numeração de identificação RJ-04997/2026. A realização total do levantamento de campo e a tabulação dos dados tiveram um custo fixado de R$ 45.000, montante que, segundo o instituto, foi pago utilizando exclusivamente recursos próprios da empresa de pesquisas responsável pelas entrevistas.
Os números apresentados pelo instituto indicam que as próximas semanas de pré-campanha serão cruciais para que os candidatos de oposição busquem estratégias de comunicação capazes de desidratar o favoritismo isolado de Eduardo Paes, buscando forçar, ao menos, a realização de um segundo turno na disputa pelo comando executivo do Rio de Janeiro.