Fortaleza receberá, entre os dias 25 e 27 de março de 2026, o III Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC). O evento reunirá cerca de 200 autoridades nacionais e internacionais para debater práticas sustentáveis, inovação, cadeias produtivas e instrumentos financeiros ligados à economia circular. De acordo com informações da Eco Nordeste, a programação será realizada em diferentes espaços da capital cearense, com atividades abertas ao público e parte reservada a convidados.
Segundo a publicação, o encontro é apresentado como uma plataforma de articulação territorial voltada à economia circular no Brasil. A proposta é discutir modelos de produção e consumo focados na redução de desperdícios, no reaproveitamento de materiais e na ampliação da vida útil dos produtos, em contraste com a lógica linear de descarte.
O que será discutido no fórum em Fortaleza?
A programação do fórum prevê 74 horas de atividades, com painéis, plenárias, oficinas, mentorias e intervenções artísticas. O evento deve promover interação híbrida entre convidados brasileiros e internacionais, incluindo representantes de governos, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e empreendedores.
Entre os nomes citados pela organização está Carlos Vega, diretor do Ministério do Meio Ambiente e Energia da Costa Rica. Também foram anunciadas participações de Samuel Ramsey, da Ramsey Research Foundation, Joaquim Melo, fundador do Banco Palmas, Daniel Munduruku, escritor, educador e ativista indígena, e Natália Tatanka, conselheira da Coalizão pelo Impacto.
“O Fórum Nordeste de Economia Circular (2026) destaca o papel estratégico da região na consolidação da economia de baixo carbono e circular no Brasil, ao articular inovação, cadeias produtivas e instrumentos financeiros”, destaca a subsecretária de Transformação Ecológica da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, Carolina Groterra.
Por que a economia circular está no centro do debate?
O texto informa que a economia circular é um modelo baseado na redução de resíduos e no prolongamento do uso de produtos por meio de partilha, aluguel, reutilização, reparação, renovação e reciclagem. A discussão ocorre em um contexto de avanço de políticas e planos voltados à transição ecológica no Brasil.
De acordo com a reportagem original, um relatório produzido por Circle Economy, Grupo Banco Mundial, Organização Internacional do Trabalho e parceiros ligados às Nações Unidas aponta oportunidades de geração de empregos na economia circular. O Brasil é citado no estudo após a publicação do Plano Nacional de Economia Circular (2025–2034) e do Plano de Transformação Ecológica Novo Brasil, do Ministério da Fazenda.
Como diversidade e inclusão entram nessa agenda?
Outro eixo do fórum será a relação entre economia circular, diversidade e inclusão. A organização do evento defende que a consolidação desse modelo econômico como vetor de emprego depende do enfrentamento à informalidade e da ampliação da participação de grupos historicamente sub-representados.
“A consolidação da economia circular como vetor de emprego exige enfrentar a informalidade e ampliar a participação de grupos historicamente sub-representados”, defende o FNEC, em nota.
Priscilla Arantes, coordenadora do GT de Diversidade e Inclusão do FNEC e diretora de Projetos do Instituto Reinventando Futuros, afirmou, segundo a matéria, que a expansão da economia circular como força global de geração de emprego dependerá da capacidade de transformar diversidade e inclusão em estratégias estruturantes.
“O legado que já atravessa 142 milhões de pessoas só tende a crescer, e queremos posicionar o Brasil e o Nordeste no centro dessas negociações”, conclui.
Quais instituições e atividades já foram anunciadas?
Entre as atividades já informadas, a diretora executiva do Instituto Eco Nordeste, Maristela Crispim, participará do painel “Caatinga Viva: Geodados, Território e Resiliência Climática”, às 14h do dia 26 de março. O debate tratará do uso de geodados, do monitoramento territorial e da ciência para fortalecer a resiliência climática da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro presente em grande parte do Nordeste.
A lista de participantes institucionais inclui órgãos e entidades como Ministério da Fazenda, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Governo do Ceará, Fundação Ellen MacArthur, Universidade de São Paulo, Sudene, Finep, IFCE, Pnud, GIZ, Fiec, Fieb, Unifor e Pacto Global da ONU, entre outros. A Sudene é a autarquia federal voltada ao desenvolvimento do Nordeste, região frequentemente apontada em debates sobre transição ecológica e inovação produtiva.
- Data: de 25 a 27 de março de 2026
- Credenciamento: a partir das 8h30
- Programação: das 9h às 18h
- Atividades da manhã de 26 de março: reservadas a convidados
- Evento gratuito mediante inscrição prévia
As atividades ocorrerão no Hub Cultural Porto Dragão, no KUYA — Centro de Design do Ceará e no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. A programação completa, segundo a reportagem, será divulgada no site do evento.
