A Deutsche Telekom está considerando fundir-se com sua unidade nos Estados Unidos, a T-Mobile, conforme informações de um relatório da Bloomberg. A Deutsche Telekom já detém 53% das ações da T-Mobile e planeja criar uma holding para consolidar os dois negócios. O valor combinado da nova entidade seria de aproximadamente US$ 267 bilhões.
Embora as negociações estejam em fase inicial e nenhuma decisão oficial tenha sido tomada, especula-se que caso o negócio seja concretizado, a nova empresa resultante seria de propriedade conjunta dos acionistas atuais das duas companhias. Além disso, é prevista a cotação das ações da nova entidade tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. De acordo com o Financial Times, a listagem europeia poderia ocorrer em locais como Luxemburgo, Amsterdã ou Dublin, devido a vantagens fiscais.
Quais são os desafios regulatórios enfrentados?
Uma fusão dessa magnitude exigiria escrutínio rigoroso por parte dos reguladores americanos e europeus, considerando o impacto na competição e a propriedade estrangeira de infraestrutura crítica. Questões de alinhamento regulatório transnacional também seriam cruciais.
Segundo analistas da New Street Research, em relato à Reuters, não é esperado que problemas de competição, segurança ou regulamentação impeçam o governo americano de aprovar o acordo, mas questões políticas significativas podem precisar ser abordadas durante a revisão do negócio.
Qual é a posição do governo alemão?
A aprovação do governo alemão seria necessária, dado que este possui uma participação de 14% na Deutsche Telekom por meio direto e do banco estatal KfW. Este patrimônio torna o Estado alemão o maior acionista da empresa.
Desde a fusão da T-Mobile com a Sprint em 2021, a Deutsche Telekom tem aumentado gradualmente seu controle sobre a T-Mobile, com sua participação subindo de 43% para 53% atualmente.