Deputados federais que se opõem ao fim da escala 6×1 acumularam 797 faltas sem justificativa na Câmara dos Deputados desde o início da atual legislatura, em fevereiro de 2023. De acordo com levantamento exclusivo da Revista Fórum, esta análise foi feita a partir de dados oficiais e manifestações públicas de 155 parlamentares contrários à proposta de mudança na jornada de trabalho. Dos 3.581 registros de ausência no plenário, 2.784 foram justificadas, enquanto 797 não tiveram registros formais de ausência, expondo um padrão de baixíssima assiduidade entre os opositores da pauta.
O levantamento foi divulgado num momento crítico, com a PEC 8/2025, proposta pela deputada Erika Hilton, recolocando o tema da carga horária na agenda de Brasília. A proposta ganha força após o presidente da Câmara, Hugo Motta, demonstrar interesse político em aprovar o texto. Este cenário torna as faltas dos opositores à medida um ponto relevante de escrutínio público e debate legislativo.
Quem lidera o ranking de faltas?
Pedro Lupion lidera a lista com 41 ausências não justificadas, seguido por Magda Mofatto (30), Duda Ramos (29), Vicentinho Júnior (28) e Josivaldo JP (27). Além desses, parlamentares de destaque nacional, como Delegado Éder Mauro, Marcelo Álvaro Antônio e Ricardo Salles, também foram apontados com significativas lacunas de comparecimento.
Por que as faltas não justificadas são relevantes?
Ausências justificadas por missão oficial, licença médica ou luto são previstas no regimento da Câmara. No entanto, as 797 faltas não justificadas, foco do levantamento, geram cortes salariais e, em casos extremos, podem levar à perda do mandato por quebra de decoro parlamentar. Tais faltas reforçam a contradição de integrantes que buscam manter a carga horária dos trabalhadores, mas não cumprem suas obrigações legislativas.
Qual o impacto desse levantamento para o debate legislativo?
O levantamento da Revista Fórum adiciona pressão pública sobre os parlamentares, à medida que o projeto avança. Apesar do adiamento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma data crucial para sua análise já foi estipulada. Com isso, a atenção sobre a assiduidade dos oponentes à mudança se intensifica, colocando suas ações em xeque diante do eleitorado e da casa legislativa.