A defesa da família de Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, apresentou denúncias anteriores contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, seu companheiro na época. O advogado Miguel Silva revelou um histórico de assédio moral e perseguição envolvendo o militar. Fonte original.
Quais são as denúncias contra o tenente-coronel?
De acordo com o advogado, há um boletim de ocorrência de 2009 feito por uma ex-esposa de Geraldo Neto, relatando ameaças e comportamento agressivo. Segundo ela, o tenente-coronel “mantém vigilância sobre a vítima impedindo que esta se relacione com outra pessoa, ameaçando, inclusive, de morte”. Além disso, uma policial subordinada ao tenente-coronel também o acusou de perseguição e assédio moral, resultando em uma condenação por danos morais.
Como está sendo conduzida a investigação?
Inicialmente registrado como suicídio, o caso agora é investigado como morte suspeita. O tenente-coronel estava presente no local no momento da morte e chamou socorro, reportando o caso às autoridades. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a investigação apura o crime como morte suspeita e que a tipificação pode ser revista a qualquer momento. A Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda laudos complementares para subsidiar as investigações, que são acompanhadas pela Corregedoria da Polícia Militar.
Qual é a posição da defesa do tenente-coronel?
A Agência Brasil tenta contato com a defesa do tenente-coronel para obter sua posição sobre as acusações e o andamento das investigações.
Fonte original: Agência Brasil.