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Dave Davies reage a crítica de Moby sobre “Lola” e diz estar insultado

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Dave Davies, guitarrista do The Kinks, criticou publicamente Moby após o músico classificar a canção “Lola”, lançada em 1970, como “grosseira e transfóbica” em entrevista publicada em 21 de março de 2026 pelo jornal britânico The Guardian. A resposta de Davies foi divulgada na rede X e rebateu a avaliação feita sobre a composição de seu irmão, Ray Davies. De acordo com informações da Pitchfork, a controvérsia ganhou repercussão após Moby comentar que não consegue mais ouvir a música.

Embora o debate seja centrado no rock britânico, “Lola” é uma das faixas mais conhecidas do repertório do The Kinks, banda histórica da chamada Invasão Britânica, movimento que também teve forte circulação no Brasil por rádio, discos e shows internacionais. A discussão também repercute entre ouvintes brasileiros por envolver a reavaliação de obras clássicas à luz de debates atuais sobre gênero e representação.

Na coluna “Honest Playlist”, do The Guardian, Moby escolheu “Lola” ao responder qual seria “a música que não consigo mais ouvir”. Segundo ele, a faixa apareceu em uma playlist do Spotify, e a letra lhe pareceu “grosseira e transfóbica”. O artista acrescentou que gosta das músicas mais antigas do grupo, mas afirmou ter ficado surpreso com o que chamou de letras “pouco evoluídas”.

O que Dave Davies respondeu às críticas de Moby?

Dave Davies reagiu diretamente às declarações. Em publicação na rede X, o guitarrista afirmou estar profundamente ofendido com a acusação feita por Moby ao irmão. A manifestação ocorreu depois que o produtor e DJ associou a letra de “Lola” a uma visão transfóbica.

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“Estou profundamente insultado com o fato de Moby acusar meu irmão de ser ‘pouco evoluído’ ou transfóbico de qualquer forma.”

Além da resposta, Davies compartilhou uma declaração da artista trans pioneira do punk Jayne County, que saiu em defesa da música. No texto reproduzido por ele, County sustenta que “Lola” ajudou a trazer para o centro do debate um tema antes tratado de forma reservada e considera a faixa importante por romper barreiras culturais.

Por que a música “Lola” voltou ao centro do debate?

Lançada em junho de 1970 como single principal do álbum “Lola Versus Powerman and the Moneygoround Part One”, a música é objeto de debate há décadas. Segundo a reportagem original, permanece uma controvérsia antiga sobre se a personagem retratada na canção seria uma mulher trans ou um cross-dresser. A ambiguidade da letra é parte central das discussões em torno da obra.

Na época do lançamento, Ray Davies comentou o tema em entrevista à revista Record Mirror. Segundo a reportagem, ele disse que o sexo de Lola “realmente não importa” e resumiu sua visão afirmando que a personagem “é legal”. Ainda de acordo com o relato, enquanto a canção subia nas paradas, DJs de rádio no Reino Unido passaram a reduzir o volume antes do verso final, e algumas emissoras australianas chegaram a bani-la.

No Brasil, o The Kinks integra o grupo de bandas britânicas de referência no rock internacional dos anos 1960 e 1970, o que ajuda a explicar o interesse duradouro por canções como “Lola” entre fãs e veículos de cultura. Por isso, a polêmica ultrapassa o nicho estrangeiro e dialoga com discussões também presentes no mercado musical e no debate público brasileiro.

Qual foi a avaliação de Jayne County sobre a canção?

Na declaração compartilhada por Dave Davies, Jayne County afirma que a música teve papel marcante ao tratar de um assunto raramente exposto de maneira aberta no período. Ela diz que ficou impressionada ao ouvir o The Kinks cantar sobre uma pessoa trans e avaliou que a faixa ajudou a quebrar resistências culturais.

“‘Lola’ sempre será, para mim, uma daquelas músicas que, por assim dizer, ‘quebraram o gelo’. Uma canção que derruba barreiras e traz para o primeiro plano um assunto que antes era tratado em segredo, fazendo parecer perfeitamente natural cantar sobre uma ‘garota’ chamada Lola.”

County também afirmou que “Lola” influenciou sua própria composição musical e descreveu a faixa como uma canção especial em sua trajetória. Em seu relato, ela associa a obra a uma representação mais ampla do mundo real, com diferentes identidades e orientações, e diz ser grata ao The Kinks por isso.

Como a controvérsia foi apresentada na reportagem?

A reportagem mostra um choque de interpretações sobre uma música histórica do rock britânico. De um lado, Moby considera que a letra envelheceu mal e a define como transfóbica. De outro, Dave Davies rejeita essa leitura e recorre ao depoimento de Jayne County para sustentar que a canção teve efeito oposto, ao ampliar a visibilidade de um tema pouco discutido publicamente no início dos anos 1970.

Os principais pontos citados no debate são:

  • a crítica de Moby à letra de “Lola” em entrevista ao The Guardian;
  • a reação de Dave Davies em defesa de Ray Davies;
  • o histórico de controvérsia sobre o significado da personagem da canção;
  • o apoio de Jayne County, que interpreta a música como um marco de ruptura cultural.

Sem apresentar novos desdobramentos além das manifestações públicas, o episódio recoloca em discussão como obras de décadas passadas são reinterpretadas à luz de debates atuais sobre gênero e representação.

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