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Datafolha: 59% dos brasileiros apoiam prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

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Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha e divulgada neste domingo aponta que a maioria da população brasileira é favorável à manutenção da atual situação prisional do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. De acordo com informações do Valor Econômico, 59% dos entrevistados defendem que o político do Partido Liberal (PL) continue cumprindo sua pena em casa, no regime de prisão domiciliar.

Por outro lado, o levantamento nacional demonstra que uma parcela significativa da sociedade prefere o retorno do ex-mandatário ao regime fechado convencional. Os dados revelam que 37% dos brasileiros acreditam que ele deve voltar para as instalações prisionais militares onde estava detido anteriormente. Além disso, a pesquisa registrou que cinco por cento dos cidadãos ouvidos não souberam ou não quiseram responder ao questionamento feito pelos pesquisadores.

Como os diferentes grupos demográficos avaliam a medida?

A aceitação ou a rejeição à prisão domiciliar varia substancialmente de acordo com a faixa etária, a ocupação profissional e o posicionamento político dos entrevistados. De acordo com informações da Jovem Pan, o apoio à permanência do ex-presidente em sua residência é particularmente forte e consolidado entre os cidadãos mais velhos e o setor empresarial.

O detalhamento demográfico da pesquisa apresenta os seguintes recortes específicos sobre os que apoiam a medida domiciliar deferida pela Justiça:

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  • Empresários: Representam o grupo com maior índice de aprovação da atual medida, alcançando 81% de apoio.
  • Idosos: Entre a população com mais de 60 anos de idade, 61% dizem que ele deveria permanecer em casa.
  • Centro político: Entre as pessoas que se classificam ideologicamente como de centro, 53% são a favor da prisão domiciliar.
  • Apoiadores fiéis: Entre os eleitores classificados pelo instituto como os mais bolsonaristas, o índice de defesa da medida chega a 94%.

Em contrapartida, os índices de rejeição à prisão domiciliar — ou seja, aqueles que defendem o retorno imediato ao complexo prisional — encontram maior ressonância em outras camadas sociais e econômicas. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 44% defendem que o ex-presidente cumpra a pena na prisão. Já entre as pessoas que se declararam desempregadas, esse índice atinge a marca de 42%. No espectro político de centro, 41% preferem a volta ao regime militar anterior.

Por que Bolsonaro está cumprindo pena em casa?

A mudança no regime de cumprimento de pena do ex-presidente não ocorreu por progressão legal de tempo carcerário, mas sim por motivos estritamente médicos, aliados à forte articulação de sua equipe de defesa. O político precisou ser internado com urgência no último dia 13 em decorrência de complicações severas de saúde. O diagnóstico médico oficial apontou uma broncopneumonia bacteriana que afetou os dois pulmões.

Esta condição clínica grave foi causada por um quadro de aspiração, originado devido a constantes e severas crises de soluço enfrentadas por ele no cárcere. Diante deste cenário de saúde altamente delicado, a defesa oficial apresentou um novo pedido formal de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A concessão do benefício judicial, no entanto, também envolveu intensas movimentações nos bastidores do judiciário. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, realizaram reuniões diretas com o ministro do STF Alexandre de Moraes para reforçar o pleito da defesa médica e jurídica, pedido este que acabou sendo integralmente atendido pelo magistrado da Corte.

O que diz a condenação e qual é o próximo passo judicial?

Antes da transferência emergencial por motivos de saúde, o político cumpria sua sentença de forma restrita nas instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, um complexo de segurança que é popularmente conhecido como Papudinha. Ele foi julgado e condenado no ano passado a uma pena rigorosa de 27 anos e três meses de prisão.

A pesada condenação se deu por conta de sua participação comprovada na trama golpista e na tentativa de golpe de Estado arquitetada logo após ter perdido as eleições presidenciais realizadas no ano de 2022. A decisão liminar que permitiu a saída da Papudinha foi assinada no dia 27 de março. Contudo, trata-se de uma medida provisória com prazo de validade estipulado pela Justiça.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou que o ex-mandatário voltasse para casa de forma temporária, por um período exato de 90 dias ininterruptos. Uma vez que esse prazo for atingido, o cenário judicial precisará ser obrigatoriamente reavaliado. Depois desse período de 90 dias, Moraes terá duas opções processuais: poderá prorrogar o benefício da prisão domiciliar baseando-se em laudos médicos, ou determinar que o ex-presidente retorne imediatamente para as dependências da Papudinha.

Como a pesquisa foi estruturada?

Para traçar esse panorama da opinião pública nacional sobre o destino penal do político, o instituto de pesquisa seguiu protocolos rigorosos e consolidados de amostragem estatística. O Datafolha ouviu de forma presencial um total de 2.004 pessoas. As entrevistas foram distribuídas de forma metódica e abrangente por todo o território nacional, cobrindo 137 cidades de diversas regiões do país.

A coleta detalhada dos dados aconteceu recentemente, no período compreendido entre a terça-feira, dia sete, e a quinta-feira, dia nove de abril. Em termos de confiabilidade e acurácia estatística, a margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais, variando tanto para mais quanto para menos dentro do intervalo de confiança. Para garantir a transparência institucional exigida pela legislação em anos eleitorais, o levantamento estatístico foi devidamente protocolado e registrado na Justiça Eleitoral sob o número de identificação oficial BR-03770/2026.

Fontes consultadas

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