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Dario Durigan nomeia Rogério Ceron na Fazenda e Daniel Leal no Tesouro

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou na segunda-feira, 23 de março de 2026, a escolha de Rogério Ceron para o cargo de secretário-executivo da pasta e a promoção de Daniel Leal ao comando do Tesouro Nacional, em Brasília. A mudança foi divulgada por Durigan em uma postagem na rede social X, em meio à reorganização da equipe após a saída de Fernando Haddad do ministério para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o anúncio mantém Ceron em posição central na condução da política fiscal e transfere a chefia do Tesouro ao atual subsecretário da dívida pública.

Na mensagem publicada no X, Durigan afirmou que o trabalho de Ceron à frente do Tesouro foi importante para o avanço da agenda econômica nos últimos anos e disse confiar na capacidade de entrega do secretário. O novo desenho da equipe coloca Ceron no posto de número dois da Fazenda e Daniel Leal na estrutura responsável pela administração da dívida pública e pela condução de políticas de financiamento do governo federal. O Tesouro Nacional é a secretaria do Ministério da Fazenda responsável, entre outras funções, pela gestão da dívida pública federal e pelo monitoramento das contas do governo.

Quem são os nomes escolhidos por Dario Durigan?

Rogério Ceron estava à frente do Tesouro Nacional desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023. Durante esse período, participou da elaboração e da negociação do novo arcabouço fiscal, modelo que substituiu o teto de gastos criado no governo Michel Temer por um sistema de metas para as contas públicas.

Ceron também exerceu funções fora do governo federal. Segundo o texto original, ele é doutor em Administração Pública pela FGV-SP, servidor público de carreira e já ocupou cargos na prefeitura e no governo de São Paulo. Também preside o conselho de administração da Caixa Econômica Federal, banco público vinculado ao governo federal.

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Daniel Leal, por sua vez, é graduado em engenharia mecânica pela Universidade de Brasília e tem MBA em Finanças pelo Ibmec. No Tesouro, ocupou cargos de gerente de operações e projetos e de coordenador de operações da dívida pública, trajetória que embasa sua promoção ao comando do órgão.

Qual foi o papel de Ceron no Tesouro Nacional?

À frente do Tesouro, Ceron atuou em um período marcado por discussões sobre a credibilidade da política fiscal e pela reação do mercado às contas públicas. O texto informa que, nesse ambiente, o Tesouro precisou pagar taxas historicamente elevadas para remunerar investidores em títulos do governo.

Também durante sua gestão, permaneceu elevada a dependência de títulos atrelados à Selic, que representam cerca de metade do estoque da dívida pública. Esse quadro, segundo a reportagem original, amplia os gastos do governo com juros em momentos de alta da taxa básica definida pelo Banco Central.

Os dados citados no texto mostram ainda que a dívida pública passou de 71,4% do PIB em janeiro de 2023 para 78,7% do PIB em janeiro de 2026. De acordo com projeções do próprio Tesouro mencionadas na reportagem, a trajetória deve continuar em alta nos próximos anos.

Quais alertas e iniciativas marcaram a gestão de Ceron?

Embora tenha defendido o arcabouço fiscal adotado pelo governo, Ceron fez alertas públicos sobre a necessidade de discutir medidas para conter gastos obrigatórios. Entre as despesas mencionadas por ele, segundo a reportagem, estão os gastos previdenciários e o BPC, o Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência que atendem aos critérios legais.

A gestão de Ceron também foi marcada por iniciativas em diferentes frentes. Entre elas, o texto destaca:

  • programa de emissão de títulos públicos atrelados a compromissos sociais e ambientais;
  • programa de atração de investimentos estrangeiros sustentáveis com mecanismos de crédito e proteção cambial;
  • lançamento de títulos do Tesouro Direto voltados a objetivos específicos, como educação de jovens e aposentadoria.

As mudanças anunciadas por Durigan ocorrem após a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda. Haddad deixou o cargo na semana anterior ao anúncio para concorrer ao governo do estado de São Paulo pelo PT, abrindo espaço para a recomposição do núcleo de comando da área econômica.

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