A **Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp)** inicia nesta quarta-feira (22), em **Curitiba**, a sexta edição da **Missão Paraná**, uma iniciativa estratégica que visa integrar as forças de segurança estaduais e aproximar a gestão das demandas diretas da população. O evento mobiliza efetivos das polícias Civil, Militar, Científica, Penal e do Corpo de Bombeiros para ações operacionais e institucionais que buscam reduzir os índices de criminalidade e fortalecer o planejamento tático na capital paranaense por meio de uma atuação coordenada entre diferentes órgãos.
De acordo com informações da Agência Paraná, a programação inclui o alinhamento de estratégias, o compartilhamento de informações de inteligência e a escuta ativa de lideranças locais e representantes da sociedade civil para construir soluções conjuntas de segurança. O secretário da Segurança Pública, coronel **Saulo Sanson**, destacou que a iniciativa consolida um modelo de gestão que prioriza a presença efetiva nos territórios e o diálogo com o cidadão.
A Missão Paraná consolida um modelo de integração entre as forças de segurança, com foco no planejamento e na atuação coordenada. Em Curitiba, ao longo da semana, vamos alinhar estratégias, compartilhar informações, ouvir as demandas locais e discutir ações conjuntas para fortalecer o trabalho desenvolvido na Capital
Como funciona a integração das forças na Missão Paraná?
A operação envolve a atuação conjunta da **Polícia Militar (PMPR)**, **Polícia Civil (PCPR)**, **Polícia Científica (PCIPR)**, **Polícia Penal (PPPR)** e o **Corpo de Bombeiros Militar (CBMPR)**. Essa união de esforços é materializada na **Operação Sinergia**, que intensifica o policiamento ostensivo e a presença do Estado nas ruas de Curitiba. A cooperação técnica permite uma resposta mais ágil a incidentes criminais e promove maior proximidade com os moradores de diversos bairros, unindo a capacidade investigativa e o patrulhamento preventivo.
Além das patrulhas nas vias públicas, o programa **Cidade Segura** promove reuniões técnicas fundamentais para o sucesso da missão. Nestes encontros, comandantes da Polícia Militar e delegados da Polícia Civil apresentam dados operacionais atualizados e panoramas detalhados da criminalidade local. Essas discussões servem para definir medidas imediatas de intervenção e estabelecer um planejamento de médio e longo prazo para o enfrentamento qualificado à violência urbana.
Quais são os focos preventivos desta edição?
O eixo preventivo da sexta edição da Missão Paraná dedica atenção especial ao programa **Mulher Segura**, que busca fortalecer a rede de proteção e combater a violência doméstica de forma integrada. A programação conta com seminários e palestras voltadas à conscientização da população, além de abordar temas como o uso de drogas e os fatores de risco que contribuem para a vulnerabilidade social em diversas regiões da cidade.
A iniciativa também abrange a capacitação e o aperfeiçoamento das equipes de segurança. Recentemente, o estado ampliou a coleta de perfis genéticos de pessoas privadas de liberdade e formou novas turmas de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, reforçando a infraestrutura técnica que sustenta as operações de campo. A intenção é que a prevenção atue como a base da segurança pública, aliando orientação educacional à proximidade com a comunidade.
Quais resultados são esperados para a capital paranaense?
Com a realização desta missão, o governo estadual espera consolidar a prevenção como um pilar fundamental da segurança pública em Curitiba. A integração entre orientação, educação e repressão qualificada visa não apenas a apreensão de ilícitos, mas a construção de um ambiente de maior tranquilidade para a sociedade civil organizada. Os principais pontos de atuação desta edição incluem:
- Intensificação do policiamento ostensivo em áreas com maiores índices criminais;
- Realização de seminários sobre o enfrentamento à violência contra a mulher;
- Alinhamento de dados de inteligência entre as polícias Civil e Militar;
- Ações educativas sobre os riscos e as consequências do uso de entorpecentes;
- Fortalecimento do diálogo constante com lideranças comunitárias da capital.