Cuba enfrenta uma combinação de apagões prolongados, crise no abastecimento de combustível, protestos e incêndios florestais em Pinar del Río, segundo relato publicado em 19 de abril de 2026. De acordo com informações do Petronotícias, o texto descreve falta de energia por mais de 12 horas em cidades cubanas, restrições noturnas em algumas localidades, repressão a manifestações e dificuldades para conter focos de incêndio na ilha.
A publicação afirma que, desde janeiro, apenas um carregamento de petróleo teria entrado em Cuba com autorização dos Estados Unidos, transportado por um petroleiro russo até o porto de Matanzas. Segundo o texto, o envio não teria resultado em melhora perceptível para a população, enquanto os protestos se intensificam e são acompanhados por ação policial. O artigo original também relata que algumas cidades estariam sob toque de recolher noturno a partir das dez da noite.
Como a crise de energia afeta o cotidiano em Cuba?
O texto informa que parte de Havana permanece às escuras durante apagões recorrentes e que o déficit de energia se agrava com usinas termelétricas fora de operação. Segundo a publicação, em áreas do interior a falta de energia pode ultrapassar 24 horas, cenário que afeta a rotina da população e amplia a pressão sobre os serviços básicos.
A matéria cita a empresa estatal União Nacional de Energia Elétrica (UNE), que teria informado déficit máximo de geração de 1.834 MW. Também são mencionadas unidades fora de operação por avarias e outras em manutenção, entre elas instalações em Mariel, Santa Cruz del Norte, Renté, Felton, Cienfuegos e Nuevitas. De acordo com o relato, a escassez de peças de reposição e de combustível limita a recuperação do sistema.
- Déficit máximo de geração citado: 1.834 MW
- Mais de dez usinas termelétricas fora de operação, segundo o texto
- Apagões acima de 12 horas em cidades cubanas
- Falta de energia superior a 24 horas em áreas do interior
O artigo também menciona expectativa de entrada em operação de geradores no horário de pico, com contribuição estimada de 92 MW, além da atuação de barcaças de geração alugadas da empresa turca Karadeniz Holding em Havana. A publicação diz ainda que autoridades cubanas, por meio do jornal oficial Granma, teriam falado em capacidade adicional entre 1.200 e 1.400 MW assim que houvesse combustível disponível.
O que foi relatado sobre os incêndios em Pinar del Río?
Além da crise energética, o texto registra um incêndio florestal de grandes proporções em Pinar del Río, descrito como fora de controle havia nove dias. Segundo a publicação, mais de 760 hectares de floresta teriam sido devastados por seis incêndios ativos na província, com início em 10 de abril.
A reportagem menciona informações atribuídas à Agência Cubana de Notícias (ACN) e ao Corpo Florestal. O chefe de gestão de incêndios da CGB, Rubén Guerra Corrales, teria afirmado que somente o maior foco destruiu 612 hectares de pinhais. A matéria reproduz duas falas diretas atribuídas a ele.
“O contra fogo aplicado não foi eficaz, portanto, os esforços para conter as chamas continuam a fim de controlá-las”
“As mesmas forças e o mesmo plano de confronto permanecem lá”
Segundo o texto, rajadas de vento de até 30 quilômetros por hora, estiagem intensa e material combustível seco dificultam o combate às chamas. A publicação acrescenta que outros quatro focos de média proporção também mobilizam equipes na província, enquanto as causas dos seis incêndios seguem sob investigação.
O que o texto diz sobre protestos e declarações oficiais?
A publicação associa a piora das condições de vida à insatisfação popular e afirma que manifestações vêm sendo reprimidas com mais rigor. O artigo também atribui ao presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, a declaração de que o país “não tem combustível para quase nada”, em meio à realização do Colóquio Pátria, evento político em Havana.
O texto ainda reproduz outra fala atribuída a Díaz-Canel sobre os efeitos dos apagões na rotina da população.
“A vida cotidiana em Cuba é dolorosa”
“Desde o descanso vital interrompido pelo apagão, e depois o retorno da eletricidade após longas horas, o que fez com que o trabalho doméstico fosse transferido para as primeiras horas da manhã”
Sem acrescentar informações além das publicadas pela fonte original, o relato reúne episódios simultâneos de crise energética, tensão social e incêndios ambientais em Cuba. A reportagem descreve um quadro de dificuldades prolongadas para a população, com impacto no fornecimento de eletricidade, no deslocamento cotidiano e na resposta a emergências ambientais.