A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) está monitorando de perto a situação no Irã e no Oriente Médio, após recentes ataques militares. A agência pediu moderação e se colocou à disposição para auxiliar na busca por uma solução diplomática. O diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, informou que a agência está coletando informações e avaliando a segurança das instalações nucleares na região.
De acordo com informações do Petronotícias, até o momento, não há indicação de danos às instalações nucleares iranianas, incluindo a Usina Nuclear de Bushehr e o Reator de Pesquisa de Teerã. No entanto, a AIEA relatou dificuldades em contatar as autoridades reguladoras nucleares iranianas através do Centro de Incidentes e Emergências da AIEA.
Além do Irã, outros países da região também foram afetados pelos ataques militares, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Síria, que possuem instalações nucleares. Grossi apelou à máxima contenção em todas as operações militares, destacando que Bahrein, Iraque, Kuwait, Omã, Catar e Arábia Saudita também utilizam recursos nucleares de alguma forma.
## Qual o papel da diplomacia nuclear neste cenário?
Grossi enfatizou a importância do retorno à diplomacia e às negociações para garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares e para manter a eficácia do regime global de não proliferação. Ele ressaltou que a diplomacia nuclear é um desafio, mas que uma solução duradoura para o conflito só será alcançada através do diálogo.
Quando se trata de assuntos nucleares, uma compreensão cristalina do alcance e da verificação de um acordo é essencial. A diplomacia é difícil, mas nunca é impossível. A diplomacia nuclear é ainda mais difícil, mas nunca é impossível. Não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’ nos reuniremos novamente à mesa diplomática – e precisamos fazê-lo o mais rápido possível. Continuo convencido de que a solução duradoura para esta discórdia de longa data reside na mesa diplomática. A AIEA estará lá, pronta para desempenhar o seu papel indispensável sempre que for chamada.
## Como a Rosatom está protegendo seus funcionários no Irã?
A Rosatom, corporação estatal russa de energia nuclear responsável pela construção de novas unidades na usina de Bushehr, também está ativamente monitorando a situação. O diretor-geral da Rosatom informou que 94 pessoas, incluindo filhos de funcionários, foram evacuadas do Irã. A empresa afirmou que seus funcionários estão localizados no canteiro de obras da Usina Nuclear de Bushehr ou no condomínio residencial e que todas as medidas de segurança necessárias estão sendo tomadas. Um pequeno grupo de funcionários que trabalham em Teerã está concentrado nas dependências da Embaixada da Rússia.