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Crise climática e desigualdade: impacto nas comunidades urbanas

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A crise climática está impactando desigualmente as comunidades urbanas, evidenciando disparidades socioeconômicas e raciais. De acordo com informações do ESG Insights, os últimos dez anos foram os mais quentes já registrados, com o Brasil atingindo temperaturas recordes em 2024. Enquanto isso, as comunidades mais vulneráveis enfrentam os maiores desafios.

Como a desigualdade amplifica os efeitos climáticos?

Um estudo da PLOS Climate revelou que os 10% mais ricos dos norte-americanos são responsáveis por quase metade da poluição que leva ao aquecimento global. Em contraste, as comunidades de baixa renda, muitas vezes habitadas por pessoas não brancas, são as mais afetadas.

“As injustiças ambientais estão sempre permeadas pelo racismo”, afirma Céline Veríssimo, arquiteta e pesquisadora.

Quais são as condições de vida nas periferias?

No Brasil, a desigualdade territorial se reflete em condições de vida precárias. Dados do IBGE mostram que sete em cada dez brasileiros em moradias precárias são pretos, pardos ou indígenas. Ester Carro, arquiteta e ativista, destaca que muitas moradias periféricas carecem de iluminação e ventilação adequadas, exacerbando os problemas de saúde.

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“É uma luta constante pela sobrevivência”, diz Carro.

O que é racismo ambiental?

O termo surgiu na década de 1980 nos EUA, em protestos contra depósitos de resíduos tóxicos em áreas predominantemente negras. No Brasil, a arquitetura social busca reverter esse cenário, promovendo segurança e dignidade nas periferias. Carro enfatiza a importância de projetos de urbanização que respeitem a cultura local e evitem a gentrificação.



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