Os credores da Oi estão divididos sobre a proposta apresentada por fundos do BTG para a compra da participação da operadora na V.tal. Segundo o texto original, o grupo de credores ad hoc da Oi, conhecido como AHG e formado nominalmente por Pimco, SC Lowy e Ashmore, posicionou-se contra a oferta, enquanto os demais credores se manifestaram majoritariamente a favor. A movimentação ocorre no contexto da recuperação judicial da companhia, com expectativa de novas manifestações até 25 de março de 2026 e decisão final prevista para 30 de março de 2026, a cargo da juíza Simone Chevrant, com análise das ponderações do gestor judicial e do Ministério Público.
De acordo com informações da Teletime, 66% dos credores que já se manifestaram ao gestor judicial apoiam a aprovação da proposta. Ainda há expectativa de posicionamento de credores trabalhistas, o que pode influenciar a avaliação final antes da decisão judicial.
O que divide os credores da Oi?
A divergência está centrada no destino da participação da Oi na V.tal e na forma como essa operação pode atender aos interesses dos credores. O grupo AHG tenta estruturar uma oferta usando os próprios créditos e, por isso, manifestou-se contrariamente à proposta dos fundos do BTG. Já os demais credores, segundo a apuração publicada, demonstraram apoio majoritário à aprovação da oferta apresentada.
O texto informa que esse embate ocorre também nos bastidores, em um ambiente de negociação e pressão entre os grupos envolvidos. De um lado, os fundos AHG buscam uma proposta melhor ou tentam participar diretamente da disputa com seus créditos. De outro, os fundos do BTG sustentam a proposta atual e indicam que não pretendem elevá-la.
Qual é o valor da proposta e o que ela cobre?
Conforme detalhado pela publicação de origem, a proposta dos fundos do BTG alcança R$ 4,5 bilhões e foi estruturada para cobrir os créditos prioritários da Oi. O texto aponta que a oferta foi pensada a partir do interesse do conjunto dos principais credores neste momento, o que ajuda a explicar o apoio majoritário obtido até agora entre aqueles que já se manifestaram.
Ao mesmo tempo, a reportagem original afirma que a proposta dificilmente será alterada. Segundo a apuração, o contexto internacional elevou o risco de exposição dos fundos ao Brasil, o que reduziu a disposição de tornar a oferta mais agressiva. Assim, o cenário descrito é de manutenção dos termos já colocados sobre a mesa.
Quais são os próximos passos da decisão?
O processo ainda depende de novas manifestações e da análise final da Justiça. O texto informa que credores trabalhistas podem se manifestar até 25 de março de 2026. Depois disso, a juíza Simone Chevrant deve decidir até 30 de março de 2026, levando em conta as considerações do gestor judicial e do Ministério Público.
- Manifestação de credores trabalhistas esperada até 25 de março de 2026
- Análise do gestor judicial e do Ministério Público
- Decisão final prevista para 30 de março de 2026
A reportagem também menciona um argumento técnico usado pelos fundos do BTG. Segundo o texto, eles apostam no critério de valuation adotado na proposta e indicam que a oferta da Claro pela Desktop teria usado os mesmos múltiplos calculados pelo BTG em relação à V.tal para valorar a empresa. Esse ponto é citado como parte da defesa da proposta atual no debate entre os credores.
