Os credores da Opção de Reestruturação I da recuperação judicial da Oi recusaram a proposta de R$ 4,5 bilhões apresentada por fundos geridos pelo BTG Pactual para comprar os 27,26% de participação da companhia na V.tal. A manifestação, segundo duas fontes ouvidas pelo veículo original com conhecimento do processo e interesse direto no caso, foi enviada no fim de semana de 21 e 22 de março de 2026 ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), onde tramita a discussão sobre a alienação da fatia. O resultado deve ser detalhado em audiência marcada para 30 de março de 2026, às 15h, na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
De acordo com informações do Tele.Síntese, a manifestação desses credores ainda não havia sido tornada pública até a publicação original. O impasse ocorre no âmbito do processo de recuperação judicial da Oi e envolve a venda de uma participação societária considerada relevante para a companhia. A Oi está em recuperação judicial desde 2023, em seu segundo processo do tipo, e a V.tal atua no setor de infraestrutura de fibra óptica.
Por que a oferta foi recusada pelos credores?
Segundo o texto original, a proposta apresentada pelos fundos geridos pelo BTG Pactual ficou 62,5% abaixo do preço mínimo estipulado para a operação. O valor ofertado foi de R$ 4,5 bilhões, enquanto o piso previsto era de R$ 12 bilhões. Em termos proporcionais, a proposta correspondia a 37,5% do valor mínimo definido no edital.
Esse deságio foi central para a recusa. Como a oferta ficou abaixo do piso, o processo precisou seguir o rito de análise pelos credores da Opção de Reestruturação I, conforme o plano de recuperação judicial firmado em 2023. A decisão desses credores, de acordo com as fontes citadas pelo Tele.Síntese, foi pela rejeição da proposta.
O que deve acontecer na audiência de 30 de março?
A audiência está marcada para 30 de março de 2026, às 15h, na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, vinculada ao TJ-RJ. Na ocasião, a juíza do caso deve revelar os motivos da recusa pelos credores preferenciais, conforme informou a reportagem original.
Até lá, a manifestação formal enviada ao tribunal segue sem divulgação pública. A audiência deve servir como o momento de esclarecimento processual sobre a rejeição da proposta e sobre os próximos passos para a eventual alienação da participação da Oi na V.tal.
Houve outras propostas pela participação da Oi na V.tal?
Não. Conforme o Tele.Síntese já havia informado anteriormente, apenas uma proposta foi apresentada no processo competitivo para a compra da participação da Oi na V.tal. Essa oferta partiu dos fundos geridos pelo BTG Pactual.
Na etapa anterior do processo, ficou registrado que a administração judicial considerou que a proposta atendia aos requisitos objetivos do edital. Ainda assim, por ter sido apresentada abaixo do preço mínimo, a oferta precisaria ser submetida aos credores com direito de deliberação, obedecendo às regras do plano de recuperação judicial.
Qual foi a posição de outros credores envolvidos?
O texto original informa que o UMB Bank, representante de parte dos credores internacionais da Oi, defendia o cumprimento estrito do plano de recuperação judicial. Segundo essa posição, a Oi não poderia impor aos credores com direito de deliberação a aceitação de propostas inferiores ao preço mínimo previsto.
Com a recusa informada pelas fontes ouvidas pelo Tele.Síntese, o processo segue dependente do desfecho judicial e da formalização pública dos fundamentos apresentados pelos credores. Até a audiência de 30 de março de 2026, permanecem como dados confirmados a existência de uma única oferta, o valor de R$ 4,5 bilhões, o piso de R$ 12 bilhões e a negativa dos credores preferenciais à proposta submetida ao TJ-RJ.
- Oferta apresentada: R$ 4,5 bilhões
- Preço mínimo previsto: R$ 12 bilhões
- Participação da Oi na V.tal: 27,26%
- Audiência no TJ-RJ: 30 de março de 2026, às 15h
