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Corrente do Atlântico pode colapsar com risco maior do que se estimava, diz estudo

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Um novo estudo indica que a circulação de revolvimento meridional do Atlântico, conhecida pela sigla Amoc, pode estar mais perto de um colapso do que apontavam estimativas anteriores. A pesquisa, publicada em 2026 na revista científica Science Advances, concluiu que os modelos climáticos que projetam a maior desaceleração do sistema são os mais compatíveis com observações reais do oceano. De acordo com informações do Slashdot, com base em reportagem do jornal The Guardian, os cientistas classificaram o resultado como preocupante pelos possíveis efeitos sobre Europa, África e Américas.

A Amoc é uma parte central do sistema climático global. Ela transporta águas tropicais aquecidas pelo Sol em direção à Europa e ao Ártico, onde essas massas esfriam, afundam e ajudam a formar uma corrente profunda de retorno. Segundo o texto original, esse sistema já vinha sendo apontado como o mais fraco em 1.600 anos em razão da crise climática, e sinais de alerta para um possível ponto de inflexão haviam sido identificados em 2021.

O que o novo estudo concluiu sobre a desaceleração da Amoc?

Modelos climáticos usados por cientistas para projetar o futuro do clima vinham apresentando resultados muito diferentes para a Amoc. Alguns indicavam que não haveria desaceleração adicional até 2100, enquanto outros sugeriam uma perda de velocidade de cerca de 65%, mesmo em cenários em que as emissões de combustíveis fósseis fossem gradualmente reduzidas até o nível líquido zero.

A nova pesquisa cruzou observações reais do oceano com esses modelos para identificar quais deles seriam mais confiáveis. Com isso, a margem de incerteza foi reduzida. A estimativa resultante aponta para uma desaceleração entre 42% e 58% até 2100, patamar que, segundo o relato reproduzido pela fonte, tornaria o colapso do sistema quase certo.

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  • Antes, os modelos variavam de nenhuma desaceleração adicional a cerca de 65%
  • Após o cruzamento com dados observacionais, a projeção ficou entre 42% e 58% até 2100
  • Esse intervalo foi descrito como próximo de um nível capaz de levar ao colapso

Por que o colapso dessa corrente é considerado tão grave?

Os impactos descritos no texto são amplos e atingiriam diferentes regiões do planeta. Entre as consequências citadas estão a mudança da faixa de chuvas tropicais, da qual dependem milhões de pessoas para a produção de alimentos, invernos de frio extremo no oeste europeu, secas de verão e elevação adicional do nível do mar nas áreas banhadas pelo Atlântico.

De acordo com a reportagem citada pela fonte, uma eventual interrupção da Amoc poderia acrescentar de 50 a 100 centímetros ao nível do mar que já está em alta na bacia atlântica. O texto também afirma que o sistema já colapsou em períodos anteriores da história da Terra, o que reforça a preocupação dos pesquisadores com a possibilidade de repetição desse processo sob o aquecimento global atual.

Como o aquecimento global afeta esse sistema do Atlântico?

A explicação apresentada relaciona a desaceleração ao aumento acelerado das temperaturas no Ártico. Águas mais quentes são menos densas e, por isso, afundam mais lentamente. Esse processo reduz a eficiência da circulação profunda que sustenta a Amoc.

Além disso, o texto informa que esse enfraquecimento permite maior acúmulo de chuva sobre as águas salgadas da superfície. Com menos salinidade, essa água também se torna menos densa, dificultando ainda mais o afundamento e alimentando um ciclo de retroalimentação que enfraquece o sistema progressivamente.

Scientists called the new finding “very concerning” as a collapse would have catastrophic consequences for Europe, Africa and the Americas.

Os autores do estudo, conforme reproduzido no material citado, consideram que o refinamento dos modelos com dados observados ajuda a reduzir divergências anteriores e a tornar mais precisa a avaliação do risco climático. O resultado não aponta uma data exata para um colapso, mas reforça que a desaceleração da Amoc pode ser mais intensa do que se imaginava.

O estudo foi publicado na revista Science Advances, e o tema segue no centro do debate científico sobre pontos de não retorno do sistema climático. A nova estimativa amplia o alerta sobre os possíveis efeitos do aquecimento global em uma das engrenagens mais importantes da circulação oceânica do planeta.

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