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Corinthians negocia dívida de R$ 7,5 milhões após demitir Dorival Júnior

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Empty team bench at a football stadium in Portugal, showcasing vibrant seats and lush grass.
Empty team bench at a football stadium in Portugal, showcasing vibrant seats and lush grass. Foto: Kampus Production — Pexels License (livre para uso)

O Corinthians iniciou as tratativas para parcelar a multa rescisória de R$ 7,5 milhões devida ao técnico Dorival Júnior, demitido no início de abril após uma sequência de nove partidas sem vitórias na temporada de 2026. A decisão pelo desligamento ocorreu logo após a derrota sofrida para a equipe do Internacional. Agora, a diretoria alvinegra busca um acordo amigável com os representantes jurídicos do treinador para quitar o montante milionário gerado pelo rompimento unilateral do vínculo empregatício.

De acordo com informações do GE, a pendência financeira foi formalmente encaminhada pela cúpula do clube à comissão de reestruturação financeira. Este grupo específico foi criado durante a gestão do atual presidente Osmar Stabile com o objetivo central de elaborar um plano de ação viável para equacionar os pagamentos das pesadas dívidas ativas que o time do Parque São Jorge (sede administrativa do clube) possui atualmente em seu balanço financeiro.

Como será feito o pagamento da comissão técnica?

O valor exato da multa rescisória corresponde ao equivalente a três meses de salários do pacote financeiro acordado no momento da contratação de toda a equipe de trabalho. A diretoria corintiana acredita firmemente que não enfrentará grandes obstáculos para convencer os advogados da parte credora a aceitarem a divisão deste débito milionário em diversas parcelas mensais.

Além do comandante principal, a quantia abrange integralmente os vencimentos mensais de todos os profissionais que acompanhavam o treinador no dia a dia de treinamentos e jogos. Integram a lista de profissionais que deixaram o clube:

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  • Os auxiliares técnicos Lucas Silvestre e Pedro Sotero;
  • O preparador físico Celso de Rezende;
  • Os analistas de desempenho Guilherme Lyra e João Marcos Soares.

Por que a diretoria demorou para trocar o comando?

Em um primeiro momento, a cúpula diretiva do Corinthians relutou em encerrar o contrato do técnico de forma abrupta por duas razões principais. Havia a forte expectativa interna de que o trabalho apresentasse uma reviravolta técnica e tática dentro de campo, somada ao grande temor institucional de contrair mais uma obrigação financeira pesada aos cofres da agremiação. Contudo, o revés sofrido para o Internacional atuando em seus domínios, na Neo Química Arena, tornou a manutenção do profissional insustentável perante a forte pressão por resultados imediatos.

Quais são as outras dívidas emergenciais em pauta no clube?

O acerto financeiro exigido pela rescisão contratual se junta a uma série complexa de outros passivos que a atual comissão financeira precisa administrar com extrema urgência. Também no início deste ano, a agremiação paulista foi sentenciada oficialmente na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) e precisou desembolsar rapidamente a quantia de R$ 5,4 milhões ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Este pagamento específico foi referente ao acordo de empréstimo do volante Maycon e serviu fundamentalmente para evitar a imposição de um transfer ban (proibição de registro de atletas) estabelecido pela Fifa.

Paralelamente a este cenário de cobranças, a gestão administrativa conduz tratativas ativas e diretas com os dirigentes do Talleres, da Argentina. O objetivo principal destas conversas em andamento é viabilizar o pagamento de uma quantia que gira em torno de R$ 40 milhões, originada integralmente pela contratação definitiva do meio-campista argentino Rodrigo Garro, trazido ao elenco em 2024.

O passo seguinte do cronograma de reestruturação financeira do Corinthians estabelece a reabertura obrigatória de negociações diretas com o estafe do atacante Memphis Depay, principal contratação internacional do clube nos últimos anos. O clube paulista precisa adequar e ajustar os valores pendentes com o jogador holandês, que totalizam aproximadamente mais R$ 40 milhões. Esta alta dívida com o camisa dez alvinegro engloba os atrasos no pagamento de luvas estipuladas no contrato e também os bônus atrelados ao cumprimento das metas de desempenho, tanto individuais quanto coletivas.

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