
O atacante haitiano Fafà Picault projetou na semana de 9 de abril o confronto de sua seleção contra o Brasil pelo Grupo C da Copa do Mundo de 2026, torneio sediado conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México. Nascido nos Estados Unidos e atual jogador do Atlanta United (franquia da Major League Soccer), o atleta revelou detalhes de sua convivência vitoriosa com Lionel Messi e expressou o desejo de enfrentar a equipe brasileira em sua força máxima, com destaque para a admiração que nutre pelo astro Neymar.
De acordo com informações do GE Futebol, a seleção do Haiti — que tem apenas uma participação em Copas do Mundo em sua história (em 1974) — chega ao torneio mundial como uma das equipes menos cotadas, o que tira a pressão dos jogadores. O atacante vê a competição na América do Norte como uma oportunidade única para chocar o cenário esportivo global e inspirar uma nova geração de talentos em seu país de origem.
Como foi a experiência de jogar com Lionel Messi?
Picault compartilhou o vestiário com o craque argentino durante sua passagem pelo Inter Miami, onde conquistou a liga norte-americana em dezembro de 2025. O atleta destacou a simplicidade do ex-companheiro e a capacidade técnica que presenciava diariamente nos treinamentos. Segundo o haitiano, a observação do posicionamento e dos toques sutis do camisa dez, ídolo mundial e campeão da Copa de 2022, servirá como aprendizado contínuo para o restante de sua carreira profissional, tanto em clubes quanto na seleção.
Foi incrível (dividir vestiário com Messi). Acho que o que posso tirar desse período juntos foi o treino diário, a atenção aos detalhes de determinadas táticas e coisas simplesmente incríveis que ele é capaz de fazer com a bola.
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Além do talento dentro das quatro linhas, o atacante exaltou o comportamento do ídolo fora de campo. Ele descreveu o argentino como uma pessoa intensa e focada nos objetivos esportivos, mas que também sabe se integrar ao grupo de maneira natural e descontraída. O jogador relatou ter mantido o contato com os antigos colegas, incluindo Jordi Alba, Sergio Busquets e Luis Suárez, mesmo após sua transferência para o Atlanta United em fevereiro, o que demonstra a camaradagem presente no elenco campeão.
Qual a expectativa para enfrentar o Brasil e Neymar na Copa?
Ao analisar a seleção brasileira, o representante haitiano destacou a importância de respeitar os pentacampeões mundiais, reconhecendo as dificuldades técnicas e a pressão psicológica intrínsecas ao confronto. No entanto, ele enfatizou a necessidade de atuar com preparo físico e mental irretocáveis durante o andamento da partida, lutando coletivamente até o apito final. Sobre os destaques individuais, Picault mencionou ser grande fã de Neymar, ex-Santos, Barcelona e PSG, e ressaltou que o jogador já comprovou amplamente sua qualidade técnica para o mundo inteiro.
Para ser honesto, não penso muito nisso porque não preciso defender tanto, mas obviamente quero o melhor Brasil possível para enfrentar. É uma história que fica para sempre. Você quer jogar contra os melhores e tentar vencer os melhores.
Quais são os principais objetivos do Haiti no mundial?
A equipe da América Central busca surpreender as seleções adversárias de sua chave, que inclui Marrocos e Escócia, além da esquadra brasileira. Para alcançar essa meta desafiadora, o grupo aposta na união do vestiário e na ausência de cobranças externas por resultados expressivos. O foco principal é demonstrar a capacidade coletiva dos atletas haitianos para as principais vitrines internacionais. Entre os fatores essenciais de motivação, o jogador destaca:
- Tirar proveito da posição de zebra para atuar de forma mais solta e destemida em campo.
- Inspirar e abrir portas para a próxima geração de jovens jogadores de seu país.
- Dar visibilidade mundial aos talentos formados no futebol haitiano.
- Representar a nação de sua família com empenho atuando na nação onde nasceu.
Disputar a principal competição de futebol do planeta possui um significado duplo para o atacante. Nascido e criado nos Estados Unidos, um dos países-sede do campeonato, ele carrega a imensa responsabilidade e o orgulho de defender as cores da pátria que corre em suas veias. O atleta resumiu o momento como histórico tanto em âmbito pessoal quanto para a nação como um todo, apostando na sólida base construída pelo elenco e nos novos talentos integrados para buscar uma campanha inesquecível.