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Contratações do BRDE no Paraná registram alta de 85% no primeiro trimestre de 2026

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) formalizou a contratação de R$ 390 milhões em financiamentos destinados a projetos no Paraná durante o primeiro trimestre de 2026. Este volume representa um crescimento real de 85% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando o montante somou R$ 211 milhões, em valores devidamente corrigidos pela inflação (IPCA). De acordo com informações da Agência Paraná, a instituição financeira prestou atendimento a 2.669 clientes em todo o território estadual entre os meses de janeiro e março deste ano.

O desempenho verificado na operação paranaense impulsionou o resultado global do banco nos estados do Sul e no Mato Grosso do Sul. No acumulado do trimestre, o BRDE somou R$ 1,304 bilhão em contratações totais, o que significa uma alta real de 62% sobre o intervalo correspondente de 2025. Ao todo, 7.942 clientes foram atendidos pela instituição no período. Enquanto o Paraná atingiu R$ 390 milhões, Santa Catarina registrou R$ 529 milhões e o Rio Grande do Sul somou R$ 329 milhões em contratos. Projetos localizados no Mato Grosso do Sul, vinculados operacionalmente à agência paranaense, receberam R$ 57 milhões em investimentos.

Qual é a situação atual da carteira de crédito do BRDE no Paraná?

Ao encerramento de março de 2026, a carteira ativa do BRDE alcançava o patamar de R$ 7,58 bilhões em projetos desenvolvidos especificamente no Paraná. Esse volume de recursos está distribuído entre 14.264 clientes ativos no estado. No ranking dos municípios paranaenses por saldo de carteira, a capital Curitiba mantém a liderança com R$ 518,5 milhões investidos. Na sequência, destacam-se as cidades de Cascavel, Guarapuava, Londrina e Palotina, evidenciando a capilaridade do crédito de fomento em diferentes polos regionais da economia estadual.

A demanda por novos financiamentos permanece em trajetória de ascensão na agência paranaense. Os pedidos de crédito em análise chegaram a R$ 3,5 bilhões, valor 30% superior ao registrado no ano passado. Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o crescimento reflete a disposição dos setores produtivos em investir na modernização tecnológica e na produtividade, mesmo diante de um cenário econômico nacional caracterizado por incertezas na política monetária.

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O que os números do Paraná revelam é uma economia que continua se movimentando, buscando modernização, escala e produtividade, mesmo no cenário de incerteza sobre a política monetária do país.

Como o interior do estado participa da composição dos investimentos?

Os dados detalhados pelo Relatório de Desempenho Operacional do banco confirmam a força econômica do interior paranaense. A região Oeste concentra a maior fatia da carteira do BRDE no estado, detendo 41,1% do total dos recursos. A Região Metropolitana de Curitiba responde por 16,3% da carteira, seguida pelas regiões de Maringá e de Londrina, que registram 13,3% e 12,9% de participação, respectivamente. Segundo o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, essa diversidade produtiva permite ao banco projetar metas robustas para o fechamento do ano.

A agência paranaense trabalha com o objetivo de alcançar R$ 2,3 bilhões em contratações totais até o final de 2026, incluindo as operações realizadas no Mato Grosso do Sul. Starke destaca que o atendimento próximo aos empreendedores é o diferencial para superar as barreiras impostas pelas atuais taxas de juros no mercado brasileiro. Recentemente, o BRDE conquistou a primeira colocação em uma premiação nacional voltada a bancos de desenvolvimento e agências de fomento, consolidando sua posição no setor financeiro.

Quais são as principais fontes de recursos para esses financiamentos?

O crescimento expressivo nas contratações foi sustentado por uma base de captação, ou funding, cada vez mais diversificada. O Sistema BNDES permanece como a fonte primordial de recursos, totalizando R$ 785 milhões em repasses no trimestre. No entanto, houve um avanço significativo na utilização de recursos próprios e nas captações realizadas diretamente no mercado, que saltaram de R$ 80 milhões para R$ 296 milhões. Outras linhas de crédito importantes também apresentaram evolução no período:

  • Finep: as contratações subiram de R$ 35 milhões para R$ 86 milhões;
  • AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento): o volume passou de R$ 34 milhões para R$ 39 milhões;
  • Recursos próprios e captação a mercado: atingiram R$ 296 milhões entre janeiro e março.

A projeção da instituição para o decorrer de 2026 aponta para uma composição de fontes ainda menos concentrada em um único fornecedor de recursos. Essa estratégia visa garantir maior flexibilidade e agilidade para atender às diferentes necessidades de investimento dos setores industrial, agropecuário e de serviços, reforçando o papel do banco como indutor do desenvolvimento regional no Extremo Sul do Brasil.

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