A conta de luz no Brasil pode sofrer um aumento de até 12% em 2026, segundo estimativas de analistas de bancos e consultorias, conforme relatado pelo TecMundo. A previsão é influenciada por fatores como chuvas abaixo da média e subsídios tarifários.
Quais fatores contribuem para o aumento?
O acionamento das usinas termelétricas e o risco hidrológico são apontados pela consultoria PSR como principais fatores para a elevação da tarifa de energia, com uma previsão de alta de até 7,95%. Além disso, a seca nas regiões Norte e Nordeste pode impactar os níveis dos reservatórios, levando a um aumento de até 12% na bandeira vermelha 2 em dezembro, segundo previsões de Serrano.
- Acionamento de usinas termelétricas
- Risco hidrológico
- Seca nas regiões Norte e Nordeste
Qual é a situação dos reservatórios?
De acordo com o Sistema Interligado Nacional (SIN), os níveis dos reservatórios são considerados satisfatórios: 64,8% no Nordeste, 63,8% no Norte, 54,8% no Sudeste/Centro Oeste e 45% no Sul. O Ministério de Minas e Energia e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) monitoram a evolução do armazenamento e as condições hidrológicas. Chuvas acima da média e aumento na produção de energia renovável podem reduzir as tarifas.
Como os subsídios impactam a tarifa?
Os subsídios do setor elétrico, previstos em R$ 47,8 bilhões para 2026, representam um aumento de 17,7% em relação a 2025, e são custeados principalmente pelos consumidores. A arrecadação com a renovação antecipada de concessões pode ajudar a reduzir esses subsídios, beneficiando contas de famílias de baixa renda e áreas rurais.
“A tarifa elétrica foi a vilã da inflação no ano passado, cenário que pode se repetir”, destaca a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).