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Petro sugere ataque com bombas do Equador em território colombiano; Noboa nega

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Petro sugere que Equador lançou bombas na Colômbia; Noboa nega ação

A tensão entre Colômbia e Equador aumentou após o presidente colombiano, Gustavo Petro, sugerir que o Equador lançou bombas em território colombiano. O fato teria ocorrido na fronteira entre os dois países, e o governo colombiano investiga o caso. O presidente equatoriano, Daniel Noboa, negou as acusações nesta terça-feira (17 de março de 2026). A crise diplomática entre os vizinhos sul-americanos acende o alerta no Brasil, país que compartilha uma extensa fronteira amazônica com a Colômbia e cujo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) tradicionalmente atua como mediador em crises regionais para evitar a instabilidade no continente.

De acordo com informações da Agência Brasil, Petro afirmou que é preciso confirmar se o artefato foi lançado pelas forças de segurança equatorianas. “Apareceram bombas, atiradas de avião, se vai investigar bem, muito na fronteira com Equador, ratificando um pouco minha suspeita. Tem que investigar bem. Estão nos bombardeando a partir do Equador, e não são grupos armados. Já houve muitas explosões”, declarou Petro.

Petro disse ainda que possui uma gravação sobre o incidente e que já conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o caso. “Há algo estranho. Eu pedi a Trump que atue e chame o presidente do Equador, porque não queremos entrar em guerra”, completou.

Qual a resposta do Equador às acusações?

Por meio de uma rede social, o presidente do Equador, Daniel Noboa, negou as acusações, afirmando que as operações ocorrem em seu território. “Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu. Não vamos recuar”, rebateu Noboa, acusando a Colômbia de abrigar familiares de Fito, líder de uma organização de narcotráfico no Equador.

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“Hoje, em cooperação internacional, continuamos esta luta, bombardeando os locais que serviram de esconderijo para esses grupos, em sua maioria colombianos que o seu próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em suas fronteiras”, afirmou Noboa.

Como a relação entre os dois países se deteriorou?

O episódio agrava a deterioração das relações bilaterais, especialmente após o aumento de 30% nas tarifas de importação de produtos colombianos por Quito, no início de fevereiro de 2026. Noboa justificou a medida como uma “taxa de segurança”, alegando ineficácia da Colômbia no combate ao crime na fronteira.

Em resposta, a Colômbia suspendeu a venda de energia elétrica ao Equador e impôs uma tarifa de 30% sobre 70 produtos vindos do país andino.

Qual o papel dos EUA nessa disputa?

O Equador tem buscado acordos de cooperação com os Estados Unidos sob a justificativa de combater o narcotráfico, classificando as organizações criminosas como “terroristas”, alinhando-se à política do governo Trump. Uma consulta popular sobre a abertura de uma base militar estrangeira no país foi rejeitada pela maioria da população.

Na semana passada, Quito inaugurou a primeira sede oficial do FBI, o serviço de inteligência dos EUA, no Equador. Além disso, tem firmado acordos para operações conjuntas e decretado estados de emergência com toques de recolher.

Quais outras tensões recentes entre Colômbia e Equador?

A Justiça Eleitoral do Equador suspendeu, por nove meses, o registro do principal partido de oposição, o Revolução Cidadã, do ex-presidente Rafael Correa, o que pode impactar as eleições locais de 2027. A suspensão ocorreu em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro. A candidata derrotada por Noboa em 2025, Luisa González, do mesmo partido, também é investigada por suposto recebimento de recursos da Venezuela, acusação que ela nega, alegando perseguição política.

Qual a estratégia dos EUA na América Latina?

Os EUA têm intensificado as relações militares com diversos países da América Latina, visando combater os cartéis de drogas e conter a influência econômica de China e Rússia. Essas ações refletem o Corolário Trump à Doutrina Monroe, que reafirma a “proeminência” de Washington sobre as Américas. O secretário de Defesa dos EUA chegou a mencionar a possibilidade de “agir sozinho” nos países latino-americanos para combater cartéis, o que geraria preocupações sobre a soberania das nações da região.

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