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COI: ministra do Esporte da França chama nova política de gênero de retrocesso

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A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, criticou a nova política de gênero anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional na quinta-feira, 27 de março de 2026, e afirmou na sexta-feira, 28 de março de 2026, que a medida representa um “retrocesso”. A declaração foi feita após o COI anunciar que adotará testes para definir a elegibilidade de atletas na categoria feminina em competições oficiais da entidade, com implementação prevista até os Jogos de Los Angeles 2028. De acordo com informações do GE, a ministra disse que os exames levantam preocupações éticas, legais e médicas e ferem o princípio da igualdade.

Embora a crítica tenha partido do governo francês, a decisão do COI tem alcance global e pode afetar atletas de todos os países vinculados ao movimento olímpico, incluindo o Brasil. No país, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) é a entidade responsável pela representação brasileira nos Jogos Olímpicos e pela articulação com o COI.

Segundo o texto, o procedimento citado é proibido na França. Ainda assim, a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que atletas de países onde o teste de gênero não é permitido poderão ser submetidas ao exame em outros locais, durante viagens para competições. A política, de acordo com o anúncio do COI, valerá para todas as competições oficiais da entidade a partir de Los Angeles 2028 e poderá ser adotada também por federações internacionais e outros órgãos esportivos.

O que disse a ministra do Esporte da França?

Em comunicado divulgado na sexta-feira, 28 de março de 2026, Marina Ferrari afirmou que a França se opõe à generalização de testes genéticos para a definição de elegibilidade esportiva na categoria feminina. A ministra declarou que a iniciativa reabre um debate já conhecido no esporte internacional e questionado por diferentes aspectos científicos e jurídicos.

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“Nós nos opomos à generalização dos testes genéticos, que levanta inúmeras questões éticas, legais e médicas, particularmente à luz da legislação francesa.”

Na mesma manifestação, Ferrari afirmou que esse tipo de exame já havia sido usado no passado e depois abandonado. Segundo ela, os testes foram introduzidos em 1967 e descontinuados em 1999 devido a reservas da comunidade científica sobre sua relevância.

“Esses testes, introduzidos em 1967, foram descontinuados em 1999 devido a fortes reservas da comunidade científica quanto à sua relevância. A França lamenta esse retrocesso.”

Como funcionará a política anunciada pelo COI?

De acordo com o GE, a medida anunciada pelo COI valerá para modalidades olímpicas individuais e coletivas. A elegibilidade para a categoria feminina será definida por um teste voltado à identificação da presença ou ausência do gene SRY, descrito no texto como um desencadeador do desenvolvimento masculino.

O COI informou que a decisão foi tomada com base em evidências científicas e em estudos liderados por Jane Thornton, diretora de saúde e ciência da entidade. Segundo o comitê, o rastreamento do gene poderá ser feito por métodos considerados menos invasivos, como coleta de saliva ou sangue.

  • A política foi anunciada na quinta-feira, 27 de março de 2026.
  • A implementação está prevista para os Jogos de Los Angeles 2028.
  • A medida abrangerá competições oficiais do COI.
  • A entidade sugere adoção por federações e outros órgãos esportivos.

Na prática, por se tratar de uma diretriz do COI, o tema também interessa a comitês nacionais e confederações que participam do ciclo olímpico. Para o esporte brasileiro, isso inclui modalidades com atletas em competições classificatórias e eventos ligados ao programa olímpico.

O que Kirsty Coventry afirmou sobre países com restrição legal?

A presidente do COI disse que a proibição existente em alguns países não impedirá a aplicação da nova regra. Segundo ela, atletas desses locais poderão realizar os testes em viagens internacionais, antes da disputa de outras competições.

“Se for ilegal em um país, os atletas terão a possibilidade de serem testados quando viajarem para outras competições. É por isso que estamos dizendo que a política entra em vigor agora, mas será implementada nas Olimpíadas de Los Angeles 28. Assim, teremos tempo para analisar esse processo com todos.”

Com isso, o COI indica um período de transição entre o anúncio da política e sua implementação efetiva nos Jogos de 2028. O texto também informa que a entidade pretende estender a orientação a comitês olímpicos nacionais, federações nacionais e associações continentais, no âmbito das regras de elegibilidade relacionadas a eventos sob sua responsabilidade.

Qual é o contexto da medida no debate esportivo?

A reportagem menciona que a nova política atinge a participação de mulheres trans em competições femininas organizadas pelo COI. O caso é tratado pela entidade como uma questão de elegibilidade esportiva, enquanto a crítica apresentada pela ministra francesa aponta para impactos sobre igualdade, legislação nacional e critérios científicos.

O texto também cita a ex-levantadora de peso Laurel Hubbard, descrita como a primeira atleta trans a competir em uma Olimpíada, em Tóquio 2021. A menção reforça o contexto recente do debate sobre participação de atletas trans em eventos de alto rendimento, agora recolocado no centro da discussão com a nova regra anunciada pelo COI.

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