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Coalizão contra a desinformação reúne entidades empresariais no Brasil

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Entidades empresariais brasileiras lançaram nesta segunda-feira, 13, na Unibes Cultural, a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação, iniciativa liderada pelo Instituto Ethos em parceria com Aberje, ABERT e Abradee, com apoio técnico do NetLab UFRJ. O objetivo, segundo as organizações, é coordenar a atuação do setor privado no enfrentamento à desinformação, diante dos impactos do problema sobre a democracia, a confiança institucional e o ambiente de negócios. De acordo com informações do Instituto Ethos, a proposta é mobilizar empresas e associações para uma resposta estruturada ao fenômeno.

A cerimônia de lançamento contou com a participação das entidades envolvidas e abriu espaço para discussões sobre o papel das organizações na circulação de informações e no combate a conteúdos falsos. Na abertura, Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos, definiu a desinformação como um problema sistêmico e defendeu uma ação multissetorial para enfrentar o tema.

“Não haverá resposta consistente para esse desafio sem cooperação entre sociedade civil, setor privado, poder público, academia e meios de comunicação. Por isso, a resposta a esse problema precisa ser coletiva. Ela passa por mais transparência das plataformas, por mais responsabilidade no desenvolvimento e na circulação de sistemas de IA, por políticas públicas de formação crítica e por um compromisso institucional com a integridade da informação. O desafio não é apenas tecnológico. É social, político e ético”, aponta Caio Magri.

O que é a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação?

A iniciativa foi apresentada como uma articulação inédita entre organizações empresariais para tratar a desinformação como um risco que vai além do ambiente digital. Segundo o texto de divulgação, a coalizão pretende apoiar empresas na construção de respostas baseadas em evidências e alinhadas a práticas de governança e responsabilidade corporativa.

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Entre as frentes previstas estão a produção de conhecimento técnico, o desenvolvimento de diretrizes orientadoras e a promoção de espaços de diálogo entre lideranças empresariais, especialistas e representantes da sociedade civil. A proposta também atribui às empresas um papel mais amplo no ecossistema informacional, por sua capacidade de influenciar padrões de comunicação e mitigar riscos reputacionais.

Quais dados e argumentos foram apresentados no lançamento?

Durante o evento, Márcio Borges, pesquisador do NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ, apresentou um panorama sobre o funcionamento da desinformação no Brasil e no exterior. A exposição abordou temas como a chamada indústria da desinformação, a circulação de junk news e o papel da publicidade nos mecanismos de disseminação de notícias falsas.

Segundo o material divulgado, Borges também apresentou dados sobre fluxos de informação e desinformação em redes sociais. Um dos números citados foi o de que o Brasil ocupa a última posição entre 21 países na capacidade de identificar notícias falsas nessas plataformas. Ainda de acordo com o texto, mais de 80% dos brasileiros usam redes sociais como fonte de informação, enquanto a taxa de identificação de fake news é considerada baixa, com base em pesquisa da OCDE.

Como o setor empresarial avalia os efeitos da desinformação?

O evento incluiu ainda um painel sobre o papel das organizações na resposta à desinformação, com Cristiano Lobato Flores, presidente-executivo da ABERT, e Hamilton dos Santos, diretor executivo da Aberje. A mediação foi feita por Andréa Álvares, presidenta do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos.

De acordo com o relato do encontro, os participantes discutiram como a crise de confiança associada à desinformação afeta negócios de diferentes segmentos e qual pode ser a contribuição da comunicação empresarial e do jornalismo nesse cenário. O texto também relaciona esse debate ao relatório Global Risks Report 2026, do Fórum Econômico Mundial, citado como referência para apontar a desinformação e a polarização social entre os principais fatores de instabilidade global no curto e no longo prazo.

Ao fim do lançamento, Andréa Álvares afirmou que a desinformação impacta diretamente a confiança, tratada por ela como um ativo central para as organizações, e reforçou a necessidade de resposta coordenada entre empresas e sociedade civil. A coalizão, segundo as entidades, nasce com a proposta de estruturar essa atuação conjunta.

  • Lançamento realizado na segunda-feira, 13, na Unibes Cultural
  • Liderança do Instituto Ethos com parceria de Aberje, ABERT e Abradee
  • Apoio técnico do NetLab UFRJ
  • Foco em produção de conhecimento, diretrizes e diálogo institucional

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