O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) informou que não comparecerá à oitiva da CPI do Crime Organizado, prevista para esta terça-feira (14), no Senado Federal, por orientação médica após diagnóstico de lombalgia aguda na manhã de segunda-feira (13). De acordo com informações do iG, a ausência será formalizada com o envio de laudo médico à comissão.
Segundo a assessoria de Castro, o ex-governador apresentou dores intensas na região lombar, o que levou à recomendação de suspender viagens e atividades presenciais neste momento. A equipe também afirmou que a justificativa médica seria encaminhada em respeito aos integrantes da comissão e ao trabalho conduzido pelo Senado.
“orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais neste momento”
Por que Cláudio Castro não vai à CPI?
A justificativa apresentada pela assessoria é um quadro de lombalgia aguda diagnosticado na segunda-feira (13). Em nota, a equipe relatou dores intensas na região lombar e informou que a condição impediu o deslocamento do ex-governador para a audiência marcada pela comissão.
A oitiva de Castro seria a última da CPI do Crime Organizado. O encerramento dos trabalhos da comissão está previsto para esta terça-feira (14), mesma data em que também devem ocorrer a leitura do parecer do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e a votação.
Qual era o objetivo do depoimento do ex-governador?
O pedido para ouvir Cláudio Castro na condição de testemunha foi apresentado pelo relator da CPI, Alessandro Vieira. Segundo o senador, o Rio de Janeiro se tornou um espaço central para a compreensão das dinâmicas do crime organizado e de sua infiltração em estruturas de poder no estado.
“laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país”
De acordo com o texto original, a comissão pretendia entender quais medidas foram adotadas pelo governo fluminense para conter a atuação de facções. As apurações da CPI também abordaram outros pontos relacionados ao avanço do crime organizado.
- lavagem de dinheiro;
- infiltração em setores econômicos;
- falhas na integração entre órgãos de inteligência e repressão.
Como a CPI chega ao encerramento dos trabalhos?
Ao longo das investigações, a comissão ouviu autoridades federais, governadores, especialistas e representantes das forças de segurança. A ausência de Cláudio Castro ocorre justamente na etapa final da CPI, quando o colegiado se prepara para analisar o relatório final.
Nas últimas semanas, integrantes da cúpula da comissão pressionaram o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para prorrogar os trabalhos por mais 60 dias. No entanto, segundo a publicação, o pedido foi recusado sob o argumento da proximidade do período eleitoral.
Com isso, a oitiva que ouviria o ex-governador do Rio de Janeiro deixa de ocorrer no momento em que a comissão conclui sua agenda. O foco da CPI passa a ser a leitura do parecer e a votação final, etapas que marcam o encerramento formal das atividades do colegiado.