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Cidades do RJ se tornam laboratórios para prevenção de desastres

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Nova Friburgo, Paraíba do Sul e Petrópolis, no Rio de Janeiro, estão entre os seis municípios brasileiros que se tornarão laboratórios práticos de ações para a prevenção de riscos de desastres e desenvolvimento urbano sustentável. De acordo com informações do Ministério das Cidades, essas cidades fazem parte da segunda fase do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos.

As três cidades fluminenses têm histórico de impactos causados por chuvas intensas e deslizamentos, tema recorrente na região serrana e em áreas ribeirinhas do estado, o que ajuda a explicar sua participação na iniciativa.

Quais são as inovações propostas?

A iniciativa, coordenada pelo Ministério das Cidades em parceria com a Fundação Fiocruz, oferece mentoria para projetos-piloto nos locais de intervenção. Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil propôs um projeto que inverte a lógica tradicional do planejamento urbano, colocando a comunidade no centro das decisões. A Defesa Civil atua como articuladora, valorizando o diálogo técnico-comunitário e o protagonismo das lideranças locais, organizadas no Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC).

Como Nova Friburgo e Paraíba do Sul estão se destacando?

Em Nova Friburgo, também na Região Serrana, a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável criou um projeto que institucionaliza as ações de prevenção, tornando-as políticas de Estado. A inovação inclui a implementação da Barreira Sabo, uma tecnologia japonesa de contenção de detritos inédita no Brasil, além de parques pluviais e projetos de mobilidade ativa. Já Paraíba do Sul, no centro-sul fluminense, foca em saneamento com a criação de uma “praça alagável”, que serve como área de amortecimento e retenção de água, protegendo moradias vizinhas e requalificando áreas degradadas.

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Qual é a visão do Ministério das Cidades?

O secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Tomé Junior, destacou a importância do projeto:

“É por meio de projetos como esse que conseguimos transformar o planejamento urbano em uma ferramenta concreta e preparar as cidades para os desafios que estão por vir”.

Além das cidades do Rio de Janeiro, foram selecionados Belo Horizonte (MG), Nova Lima (MG) e Simões Filho (BA). Segundo o Ministério das Cidades, as ações começam em março de 2026, com uma oficina presencial em maio de 2026 para ajustar o manual à realidade de cada território.

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