O Comitê Nacional de Cibersegurança instituiu um grupo de trabalho para elaborar estratégias de divulgação de materiais educativos de cibersegurança voltados a crianças e adolescentes, com coordenação da Anatel. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 24, e prevê duração inicial de até quatro meses, com atuação de órgãos públicos e entidades da sociedade civil. De acordo com informações do Teletime, o CNCiber ainda deverá publicar a designação dos profissionais que integrarão o grupo antes do início das atividades.
Além da Anatel, o grupo reúne representantes da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, do CPQD, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, da Assespro, da Fiesp, da Fundação Getúlio Vargas, do Instituto dos Advogados de São Paulo, do Instituto Peck de Cidadania Digital e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. O objetivo informado é estruturar estratégias para ampliar a divulgação de conteúdos educativos sobre segurança digital ao público infantojuvenil.
Quem participa do grupo de trabalho sobre cibersegurança entre jovens?
A composição do grupo de trabalho temático reúne órgãos governamentais, instituições de pesquisa, entidades empresariais e organizações ligadas ao ambiente digital e jurídico. A resolução citada no texto original lista os seguintes participantes:
- Anatel
- Casa Civil da Presidência da República
- Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
- CPQD
- Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)
- Assespro
- Fiesp
- Fundação Getúlio Vargas (FGV)
- Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP)
- Instituto Peck de Cidadania Digital (IPCD)
- Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)
Segundo a publicação, a formação do grupo antecede o início efetivo dos trabalhos, já que o CNCiber ainda precisa oficializar a designação dos profissionais que atuarão na iniciativa. O prazo inicial de funcionamento será de até quatro meses.
Qual é o objetivo do GT coordenado pela Anatel?
O foco do grupo é elaborar estratégias de divulgação de materiais educativos de cibersegurança direcionados a crianças e adolescentes. O texto original não detalha quais materiais serão utilizados nem quais campanhas ou ações específicas poderão ser adotadas, limitando-se a informar que o GT terá esse escopo temático.
A coordenação da Anatel coloca a agência à frente da articulação desse trabalho dentro do CNCiber. A medida foi apresentada no contexto de iniciativas do comitê para tratar de temas ligados à proteção digital e à formulação de políticas na área de segurança cibernética.
Que outra medida o CNCiber publicou nesta sexta-feira?
Além da criação do grupo voltado à cibersegurança entre jovens, outra resolução do CNCiber publicada nesta sexta-feira instituiu um segundo grupo de trabalho temático para estudo e eventual proposição de iniciativas de combate a golpes digitais por meio de personificação governamental.
De acordo com o comitê, a intenção é que propostas relacionadas a esse tema possam ser incluídas no Plano Nacional de Cibersegurança. Nesse caso, a coordenação dos trabalhos ficará com o Gabinete de Segurança Institucional, o GSI.
Como funcionará o grupo sobre golpes digitais com personificação governamental?
O grupo destinado ao estudo de golpes digitais com uso de personificação governamental terá prazo de dois meses. Entre os participantes citados no texto estão a Anatel, o Ministério das Comunicações e a Conexis/Brasscom.
O conteúdo original informa que esse GT terá caráter de estudo e de eventual proposição de iniciativas. Não há, no entanto, detalhamento sobre medidas já definidas, cronograma interno ou metas específicas além da possibilidade de contribuição ao Plano Nacional de Cibersegurança.
Com as duas resoluções publicadas nesta sexta-feira, o CNCiber avança na organização de frentes temáticas sobre proteção digital, uma voltada à divulgação de materiais educativos para crianças e adolescentes e outra focada na análise de golpes digitais associados à falsa identificação de órgãos governamentais.