A China apresentou um plano de ação para ampliar o uso de inteligência artificial na educação, com a proposta de incluir a tecnologia no currículo em todos os níveis de ensino, treinar professores e empregar sistemas para preparar aulas, apoiar estudantes e corrigir tarefas. A iniciativa foi divulgada na sexta-feira pela Administração Nacional de Dados da China, em Pequim, como parte de uma estratégia para capacitar a população a aplicar IA em diferentes atividades. De acordo com informações do The Register, o documento também prevê mecanismos de segurança para tentar reduzir riscos como fraude, má conduta acadêmica e vazamentos de privacidade.
Segundo o plano, aulas sobre IA devem passar a integrar o currículo da educação básica, do ensino superior e também da formação profissional. O governo chinês também quer preparar docentes para o uso dessas ferramentas em sala de aula e prevê que a tecnologia seja empregada na elaboração de aulas e materiais didáticos, além de suporte em atividades de perguntas e respostas, tutoria e gestão de deveres.
O que o plano da China prevê para o uso de IA na educação?
O texto cita diferentes frentes de aplicação da tecnologia no sistema educacional. Entre elas, está a adoção de recursos para auxiliar professores na organização de tarefas e na correção automatizada de atividades, além do uso de sistemas capazes de analisar o comportamento do ensino em sala de aula para embasar práticas pedagógicas.
O documento também projeta iniciativas futuras, como o desenvolvimento experimental de livros didáticos digitais, uma nova geração de cursos online abertos e massivos, experimentos de simulação virtual e espaços de aprendizagem imersivos. A proposta, segundo o plano, é construir um modelo de ensino baseado na colaboração entre humanos e máquinas.
- Inclusão de IA no currículo em todos os níveis de ensino
- Capacitação de professores para uso da tecnologia
- Apoio da IA na preparação de aulas e materiais
- Correção inteligente de tarefas e suporte a tutoria
- Desenvolvimento de livros digitais e ambientes imersivos
Quais cuidados o governo chinês diz querer adotar?
Assim como em outros documentos oficiais do país sobre tecnologia, o plano enfatiza a necessidade de implementação segura. O governo propõe o desenvolvimento de padrões de avaliação de segurança para aplicações de IA na educação e afirma que o uso da tecnologia deve seguir princípios educacionais.
O texto também menciona a promoção de software considerado autêntico para garantir segurança, confiabilidade e controle das aplicações. Além disso, prevê respostas emergenciais para prevenir problemas associados ao uso de IA, como fraude, irregularidades acadêmicas, ensino excessivamente orientado por exames e exposição indevida de dados pessoais.
“Assist teachers in managing homework, and promote intelligent grading, Q&A, and tutoring.”
“Ensuring that the application of technology conforms to educational principles.”
Por que essa medida se insere em uma estratégia mais ampla?
O plano foi apresentado com o objetivo de ampliar a qualificação da população chinesa para o uso de inteligência artificial. Nesse contexto, a educação aparece como uma das bases para disseminar conhecimento técnico e operacional sobre a tecnologia desde os estágios iniciais da formação até a qualificação profissional.
A proposta indica que Pequim busca não apenas inserir IA como conteúdo de aprendizagem, mas também incorporá-la como ferramenta cotidiana do sistema educacional. Ao mesmo tempo, o texto mostra preocupação em estabelecer limites e controles para a aplicação desses recursos, numa tentativa de combinar expansão tecnológica com critérios de segurança e conformidade pedagógica.
Embora o plano detalhe diretrizes e objetivos, o material citado não informa cronograma de implementação, metas numéricas ou alcance inicial das medidas. O foco do documento, conforme relatado, está na definição de prioridades para integrar a IA ao ensino e estruturar salvaguardas para seu uso no ambiente escolar.