
A China Merchants Energy Shipping (CMES) encomendou dez navios do tipo VLCC ao estaleiro Dalian Shipbuilding Industry Co (DSIC), em mais um passo de expansão de sua frota de transporte de petróleo bruto. O pedido foi feito por meio da subsidiária de Hong Kong Associated Maritime Co, segundo informações publicadas em 31 de março de 2026. As embarcações serão entregues entre 2028 e 2030, em uma operação informada em registros de bolsa e que reforça a estratégia da companhia de renovar e ampliar sua capacidade no transporte marítimo de longa distância.
De acordo com informações da Splash247, a CMES vai pagar RMB 8,566 bilhões, o equivalente a US$ 1,24 bilhão no texto original, pelos navios de 306.000 toneladas de porte bruto. As embarcações serão movidas por combustível convencional e equipadas com scrubbers, sistema usado para controle de emissões.
O que prevê a nova encomenda da CMES?
O novo contrato adiciona uma série de dez petroleiros de grande porte ao programa de novas construções da empresa chinesa. A CMES, listada em Xangai, já vinha ampliando sua carteira de pedidos e agora reforça especificamente sua presença no segmento de transporte de petróleo cru com navios VLCC, sigla em inglês para very large crude carrier.
Segundo o texto original, cada unidade terá 306.000 toneladas de porte bruto. A previsão é que as entregas ocorram de forma escalonada entre 2028 e 2030, o que indica um planejamento de médio e longo prazo para a operação da frota.
- Quantidade encomendada: dez navios VLCC
- Estaleiro: Dalian Shipbuilding Industry Co (DSIC)
- Contratante: Associated Maritime Co, subsidiária da CMES em Hong Kong
- Valor informado: RMB 8,566 bilhões
- Entrega prevista: entre 2028 e 2030
Qual é a relação entre CMES e o estaleiro DSIC?
O negócio amplia uma relação já consolidada entre a CMES e o DSIC. De acordo com o texto, o estaleiro entregou mais de 50 navios ao grupo desde 2007. A parceria também foi renovada recentemente: em 2024, o DSIC já havia obtido pedidos para cinco VLCCs e cinco navios aframax.
Esse histórico ajuda a explicar a nova rodada de encomendas. Em vez de representar um movimento isolado, o pedido atual se insere em uma sequência de contratações entre as duas empresas, com foco na renovação da frota e na ampliação da capacidade operacional da armadora chinesa.
Como a encomenda se encaixa na estratégia da empresa?
A reportagem informa que o braço de navegação do China Merchants Group vem atualizando sua frota em diferentes segmentos. Além dos petroleiros de grande porte, a companhia também avançou recentemente no mercado de shuttle tankers. No início de 2026, a empresa contratou em um estaleiro da CSSC um shuttle tanker de 154.000 toneladas de porte bruto, com opção para uma segunda unidade.
Com isso, a nova encomenda de VLCCs se soma a uma política mais ampla de renovação e expansão. O foco, neste caso, permanece no transporte marítimo de petróleo bruto em rotas longas, segmento em que navios de grande capacidade têm papel central.
O que o pedido indica para o mercado de transporte de petróleo?
Segundo a publicação, a decisão da CMES sinaliza confiança contínua no transporte de petróleo bruto de longa distância. O texto também afirma que diversos armadores vêm contratando novas embarcações na China e na Coreia do Sul, com entregas previstas até o fim da década.
No caso da CMES, a encomenda reforça sua posição em um mercado que segue demandando renovação de frota e planejamento antecipado de capacidade. O pedido de dez VLCCs, pelo volume e pelo calendário de entrega, mostra que a companhia aposta na manutenção desse segmento como parte relevante de sua operação nos próximos anos.
Para o Brasil, o movimento é relevante porque a China está entre os principais destinos do petróleo bruto exportado pelo país. A ampliação da frota de grandes petroleiros pode influenciar a oferta de transporte marítimo em rotas de longa distância usadas no comércio internacional de óleo, incluindo fluxos que envolvem cargas brasileiras.