A Cemig planeja concluir ainda este ano a implantação do sistema Advanced Distribution Management System (ADMS), com um investimento superior a R$ 100 milhões. Este sistema inovador permitirá o monitoramento, análise e controle em tempo real de toda a rede de distribuição, além de integrar de maneira inteligente as fontes renováveis e descentralizadas ao sistema elétrico em Minas Gerais. De acordo com informações do Megawhat, a empresa estruturou a integração por fases.
Até recentemente, uma das fases do projeto cobriu cerca de dois mil alimentadores, 500 mil quilômetros de linhas de distribuição e 20 mil equipamentos telecontrolados. Com a implementação do ADMS, espera-se uma redução no Indicador de Duração Equivalente de Interrupção (DEC) para aproximadamente 40 minutos, melhorando significativamente a confiabilidade do serviço para os consumidores da Cemig.
Quais são os objetivos e benefícios do ADMS?
O ADMS simboliza um marco na transformação digital da Cemig, como afirma a gestora Hortênsia Virginia Américo. “A Cemig está se preparando para um futuro onde a rede elétrica será cada vez mais complexa, descentralizada e digital. O ADMS nos permite operar preditivamente, tomar decisões em tempo real e garantir mais confiabilidade para os clientes”, destaca Hortênsia.
Quais tecnologias estão sendo integradas com o ADMS?
Acompanhando o ADMS, a Cemig está expandindo a digitalização da rede com a implantação de medidores inteligentes e religadores automatizados. Até 2026, a previsão é ter 1,5 milhão de medidores inteligentes em operação, um aumento notável em relação aos 400 mil instalados atualmente. Isso permitirá leituras em tempo real e maior transparência na relação com os clientes.
A instalação de 3.600 religadores automatizados também está prevista, o que reforçará a eficiência na gestão da rede, permitindo recomposição mais ágil e remota, além de reduzir os indicadores de continuidade e aumentar a resiliência frente a eventos climáticos adversos.
Como a Cemig encara o futuro da rede elétrica?
Para a gestora Hortênsia, essa convergência tecnológica é essencial para a transição energética. “O ADMS, junto com a evolução da automação do sistema elétrico, nos coloca em um novo patamar de gestão da rede, com capacidade de integrar, monitorar e otimizar novos recursos energéticos distribuídos”, conclui.