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Cássia Kis vira alvo de denúncia por transfobia em shopping carioca

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A atriz Cássia Kis foi formalmente acusada de injúria por preconceito e ameaça após um suposto episódio de transfobia ocorrido na última sexta-feira (24) no BarraShopping, na cidade do Rio de Janeiro. A denúncia foi registrada nas autoridades policiais pela trabalhadora Roberta Santana, que relatou ter sido alvo de ofensas no banheiro feminino do centro comercial.

De acordo com informações da Revista Fórum, a vítima compareceu à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) nesta segunda-feira (27) para registrar o boletim de ocorrência formal contra a artista. Durante todo o trâmite burocrático e legal, Roberta Santana recebeu acompanhamento presencial da vereadora de Niterói, Benny Briolly (PSOL), que disponibilizou suporte jurídico e acompanhamento psicológico para a denunciante.

Como ocorreu o incidente envolvendo Cássia Kis no shopping?

A confusão teve início quando a atriz teria abordado a trabalhadora enquanto ela aguardava na fila de um dos sanitários do estabelecimento onde trabalha. Roberta Santana detalhou em seu relato que se sentiu profundamente constrangida pelas declarações proferidas pela artista no local público.

“Ouvi ela dizer que o Brasil estava perdido porque tinha ‘homem’ no banheiro, que não tinha uma placa ali autorizando minha entrada, coisas absurdas e deploráveis”

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, relatou a vítima aos jornalistas após registrar o caso na delegacia especializada.

Um vídeo gravado pela própria denunciante registrou parte do embate verbal no BarraShopping. No registro visual, a trabalhadora afirma publicamente estar sofrendo discriminação de gênero. Em contrapartida, a atriz alega possuir características biológicas femininas e afirma que não utiliza banheiros masculinos para justificar a expulsão da funcionária. A trabalhadora, diante da resistência, rebateu enfatizando seu direito garantido por lei de frequentar e utilizar o espaço destinado ao público feminino, ressaltando a sua identidade de gênero como uma mulher trans.

Quais são os desdobramentos legais da acusação de preconceito?

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) decidiu instaurar uma investigação formal sobre a conduta da atriz. A apuração institucional foi motivada por um requerimento oficial protocolado pelo ativista de direitos humanos Agripino Magalhães Júnior. Com o início das diligências agendado, o órgão ministerial informou que deverá intimar a artista para prestar depoimento oficial sobre o ocorrido.

Além da esfera criminal inicial na Decradi, a intervenção do MP-RJ amplia significativamente a pressão jurídica sobre o caso. As autoridades policiais e ministeriais avaliarão as imagens gravadas no local, os depoimentos de possíveis testemunhas que presenciaram a cena e as defesas apresentadas pelas partes envolvidas. A denúncia abrange crimes que ganharam contornos mais rígidos na jurisprudência brasileira recente quando são motivados por identidade de gênero ou orientação sexual.

Nas redes sociais, a vereadora que acompanha a vítima repudiou o comportamento da artista e prometeu buscar as devidas punições cabíveis para o episódio ocorrido no shopping.

“Lamentável uma trabalhadora passar por isso no local de trabalho (em escala 6×1, diga-se) enquanto a dondoca passeia e destila transfobia. Mas essa senhora aprenderá a respeitar uma mulher trans!”

, publicou a parlamentar fluminense.

A atriz já enfrentava outros processos na Justiça Federal?

Este não é o primeiro embate judicial da atriz envolvendo acusações de preconceito. Desde outubro de 2024, ela é ré em uma ação civil pública que tramita na 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro, na qual corre o risco de ser condenada a pagar uma indenização estabelecida em R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

O processo anterior, que ainda aguarda um desfecho nos tribunais competentes, consolidou a imagem da atriz ligada a pautas conservadoras e religiosas. A queixa-crime movida pelo coletivo Articulação Nacional dos Transgêneros (Antra) e pelo ator José de Abreu contextualizou que a artista assumiu uma postura militante em favor de teses da extrema direita, alinhando-se a setores reacionários da Igreja Católica. A referida ação elenca pontos específicos e problemáticos de uma entrevista concedida pela atriz em 2022, destacando os seguintes fatores:

  • Afirmações contundentes de que casais homoafetivos não podem gerar filhos e não compõem famílias.
  • Alegações de que determinados comportamentos sociais e escolhas afetivas buscam destruir a estrutura familiar tradicional.
  • Declarações apontando uma suposta tentativa orquestrada de acabar com a vida humana na Terra.

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