Uma cartilha que destaca redes de cuidado sustentadas por mulheres foi lançada no Rio Grande do Sul, documentando práticas que promovem autonomia, saberes ancestrais e conhecimentos fitoterápicos. De acordo com informações da Radioagência Nacional, a publicação intitula-se ‘Mulheres-árvore – Encontros da Farmacinha em Territórios de Bem Viver’.
Coordenada pela Farmacinha Comunitária Filhas da Esperança, em Maquiné, a cartilha reúne experiências de lideranças femininas indígenas, quilombolas e de assentamentos rurais em seis territórios do interior gaúcho.
Quais territórios a cartilha aborda?
A cartilha mergulha nos perfis de diferentes territórios que se conectam pelas lideranças femininas. Michele do Caminho, da Farmacinha, ressalta territórios como a aldeia Tekoa Gurya Nhendu, o grupo Mulheres da Terra no assentamento Filhos de Sepé, e a Retomada Gãh Ré em Porto Alegre.
Outros locais incluem o grupo Mulheres Filhas da Terra em Três Cachoeiras, mostrando uma diversidade cultural e social, destacando-se pelo trabalho agrícola e social liderado por mulheres.
Qual é o foco principal da cartilha?
O documento ilustra a segunda fase do projeto Reverdecer, desenvolvendo oficinas sobre plantas medicinais, sessões de capacitação em Memória e Patrimônio e rodas de conversa sobre saúde feminina.
Michele explica que, além dos relatos, a cartilha oferece um resumo do curso de ginecologia autônoma e natural, promovendo um entendimento profundo do corpo feminino e de seus ciclos.
Como a cartilha será distribuída?
A ‘Cartilha Mulheres-árvore’ será disponibilizada de forma gratuita em escolas, bibliotecas, associações comunitárias, movimentos sociais e espaços culturais. A versão digital estará acessível no site farmacinhacomunitaria.com.br até o fim de abril.
O projeto da Farmacinha Comunitária Filhas da Esperança, ativo há mais de 30 anos, continua a crescer, com unidades não só no Rio Grande do Sul, mas também em outros estados, sempre com base em fitoterápicos.