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Carro autônomo da Waymo deixa passageiros presos durante ataque em San Francisco

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Carro autônomo da Waymo cercado por pessoas em uma rua urbana de San Francisco durante uma manifestação.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

Um carro autônomo da Waymo deixou passageiros presos durante um ataque em San Francisco, nos Estados Unidos, segundo relato publicado no domingo, 22 de março de 2026. O episódio envolveu o trabalhador de tecnologia Doug Fulop, de 37 anos, e outros dois ocupantes do veículo, depois que um homem abordou o carro à noite, ameaçou os passageiros e tentou abrir as portas enquanto o sistema do automóvel permanecia parado por detectar uma pessoa por perto. De acordo com informações do Slashdot, com base em reportagem do The New York Times, os ocupantes ligaram para o 911, número de emergência nos Estados Unidos, e para o suporte da empresa durante a ocorrência.

O caso chama atenção também fora dos EUA porque o debate sobre segurança, responsabilidade e protocolos de emergência em veículos autônomos interessa a mercados que ainda discutem a adoção mais ampla dessa tecnologia, como o Brasil. No país, a circulação de carros totalmente sem motorista ainda não é realidade em escala comercial, o que faz episódios como esse servirem de referência para discussões regulatórias e de segurança viária.

Segundo o relato reproduzido pela publicação, o homem que cruzava a rua viu o veículo autônomo e decidiu confrontar os passageiros. Fulop afirmou que o agressor gritou que queria matar ele e os outros dois ocupantes por estarem “dando dinheiro a um robô”. Como o carro não tinha motorista humano, não houve possibilidade de uma reação imediata como a de um táxi convencional, que poderia simplesmente deixar o local.

Como o sistema do veículo reagiu durante a ocorrência?

De acordo com a reportagem citada, os carros autônomos são projetados para interromper o movimento quando há uma pessoa nas proximidades. No caso relatado, essa característica teria sido explorada para intimidar e ameaçar quem estava dentro do automóvel. Fulop disse que não parecia seguro sair correndo, já que o homem tentava abrir as portas travadas e fazia ameaças de morte aos passageiros.

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Ao procurar ajuda, os ocupantes telefonaram para a emergência e para a central de atendimento da Waymo. Segundo Fulop, a empresa informou que não direcionaria manualmente o carro para longe enquanto houvesse alguém próximo ao veículo e que os passageiros permaneceriam seguros com as portas bloqueadas. O software, ainda conforme o relato, não permite que os ocupantes assumam o controle no assento do motorista durante um incidente.

“Como passageiros, merecemos mais segurança do que isso se alguém estiver tentando nos atacar. Não dá para a política ser ficar preso ali.”

Quanto tempo durou o ataque e o que aconteceu depois?

Fulop relatou que o ataque durou cerca de seis minutos. Nesse intervalo, pessoas que estavam por perto teriam começado a incentivar o agressor, o que, segundo ele, tornou a situação ainda mais tensa. Em seguida, a atenção do homem foi desviada, ele se afastou o suficiente do carro e o veículo conseguiu finalmente deixar o local.

Em outro trecho reproduzido pela matéria, Fulop afirmou que a experiência de ficar preso dentro do carro durante o ataque foi perturbadora. Ele disse que, se o homem tivesse continuado golpeando a mesma janela, em vez de alternar entre elas, acreditava que poderia ter conseguido quebrar o vidro. Também afirmou que o agressor não parecia estar sob efeito de drogas nem demonstrar sinais de comprometimento, mas sim tomado por forte raiva contra o carro autônomo.

Houve outros casos semelhantes envolvendo veículos autônomos?

A reportagem mencionada pela publicação recorda outros episódios envolvendo veículos sem motorista. Um deles é um vídeo de 2024 que mostraria três mulheres gritando enquanto seu táxi autônomo era pichado com tinta spray por vândalos. O texto também cita o autor e palestrante de tecnologia Anders Sorman-Nilsson, que relatou ter sido cercado por cinco homens em bicicletas elétricas em Los Angeles, o que forçou a parada de seu carro da Waymo.

No caso de Los Angeles, segundo o The New York Times, Sorman-Nilsson disse ter se sentido seguro dentro do veículo, em parte por saber que as câmeras externas da Waymo estavam registrando a movimentação ao redor. Após cerca de cinco minutos, de acordo com o relato, os homens desistiram e foram embora.

Depois do ataque de janeiro, Fulop afirmou que deixou de usar o serviço por um período e que evitaria recorrer à Waymo à noite caso a empresa não alterasse sua política de não intervir quando uma pessoa hostil ameaça passageiros. O episódio expõe um debate sobre os limites de segurança dos veículos autônomos em situações de assédio ou violência nas ruas, especialmente quando a lógica de proteção do sistema impede o carro de sair imediatamente. Em países onde essa tecnologia ainda está em fase de testes ou discussão regulatória, como o Brasil, casos desse tipo ajudam a balizar o debate sobre como conciliar prevenção de atropelamentos, resposta a emergências e autonomia do passageiro.

  • O ataque relatado teria durado cerca de seis minutos.
  • Os passageiros ligaram para o 911 e para o suporte da Waymo.
  • O veículo não teria sido movido manualmente enquanto havia uma pessoa ao lado.
  • Os ocupantes não podiam assumir o controle do carro.

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