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Carol Gattaz anuncia aposentadoria do vôlei aos 44 anos após lesão no joelho

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Carol Gattaz, central de 44 anos do Praia Clube, anunciou a aposentadoria do vôlei e fará sua despedida na terça-feira, 24 de março de 2026, no duelo contra o Tijuca pela última rodada da fase classificatória da Superliga Feminina, às 21h, no ginásio do UTC, em Uberlândia. O Praia Clube é um dos principais clubes do vôlei feminino brasileiro e disputa a elite nacional da modalidade. A decisão foi tomada após a atleta concluir que o joelho esquerdo já não respondia aos tratamentos realizados desde a grave lesão sofrida em março do ano passado, o que inviabilizou o retorno às quadras.

De acordo com informações do ge, a jogadora esperava voltar ainda nesta temporada, mas a recuperação não evoluiu como o previsto. Medalhista olímpica de prata em Tóquio, em 2021, Carol afirmou que a prioridade passou a ser a preservação da saúde física e mental no pós-carreira.

Por que Carol Gattaz decidiu encerrar a carreira agora?

A jogadora explicou que a decisão foi motivada pelo quadro clínico do joelho esquerdo. Ela passou por cirurgia após romper o ligamento cruzado anterior e também tratar lesões no menisco e no ligamento colateral. Depois do prazo inicial de recuperação, surgiu ainda uma lesão de cartilagem com edema ósseo, o que dificultou a retomada dos treinos e da condição física ideal.

“É um momento que a gente nunca quer que chegue. Para mim, chegou. A grande tomada de decisão foi a partir do momento que meu joelho já não está conseguindo mais responder aos tratamentos todos que a gente fez.”

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Carol afirmou ainda que a escolha levou em conta não apenas a continuidade no esporte, mas também a vida depois das quadras. Segundo ela, o objetivo é preservar a saúde e evitar que o problema físico comprometa sua rotina futura.

“Nós decidimos que era melhor assim, não só para o meu joelho, mas para minha vida, o meu pós-carreira. Eu quero ter uma vida saudável e eu tive que decidir parar de jogar. Não que eu quisesse, mas para preservar a minha saúde como ser humano.”

Como foi o processo de recuperação até a aposentadoria?

A última vez que Carol Gattaz entrou em quadra foi em 15 de março de 2025, em uma partida entre Praia Clube e Brusque pela Superliga Feminina, principal competição nacional de clubes do vôlei brasileiro. Na ocasião, ela caiu após um movimento de bloqueio, foi substituída imediatamente e exames confirmaram o rompimento do LCA do joelho esquerdo. A expectativa inicial era de retorno em nove meses.

No começo deste ano, a central chegou a treinar com as companheiras e publicou imagens de trabalhos com bola nas redes sociais. Mesmo assim, não voltou a ser relacionada para partidas. A descoberta de edema ósseo no joelho operado comprometeu a evolução da recuperação e impediu o retorno em condições competitivas.

  • Lesão no joelho esquerdo em março de 2025
  • Cirurgia para corrigir rompimento do LCA
  • Prazo inicial de recuperação de nove meses
  • Nova complicação com lesão de cartilagem e edema ósseo
  • Decisão final de encerrar a carreira para preservar a saúde

“É sempre muito frustrante, porque na verdade a gente tentou de tudo. Todas as técnicas foram usadas, todas as pessoas tentaram me ajudar, uma rede de apoio muito grande, isso foi muito legal.”

Qual é o legado de Carol Gattaz no vôlei brasileiro?

Natural de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, Carol começou no vôlei aos 15 anos e construiu uma carreira de quase 30 anos. Passou por equipes importantes do país, como São Caetano, Paraná, Osasco, Campinas e Vôlei Futuro, além de clubes da Itália e do Azerbaijão. Em 2003, recebeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira.

Ao longo da trajetória com a seleção, conquistou cinco títulos do Grand Prix. Depois de ficar fora das Olimpíadas de 2008 e 2012, voltou ao radar nacional em grande fase pelo Minas, onde teve passagem marcante ao longo de dez temporadas. No clube mineiro, tornou-se referência e foi tetracampeã da Superliga.

Em 2021, Carol disputou sua primeira Olimpíada aos 39 anos. Em Tóquio, ajudou o Brasil a conquistar a medalha de prata e terminou eleita a melhor central da competição, um dos momentos mais relevantes de sua carreira.

“Sempre foi o meu maior sonho desde criança. Ter ido para as Olimpíadas, depois de tantos cortes que eu tive, e ganhar uma medalha para mim foi a cereja do bolo de toda a minha carreira.”

O que Carol Gattaz pretende fazer após deixar as quadras?

A atleta disse que ainda não definiu os próximos passos da vida profissional, mas pretende aproveitar mais o tempo com a família e com a namorada, a advogada mineira Victória Misk. Ao mesmo tempo, afirmou que deseja seguir ligada ao esporte de alguma forma.

Ao fazer um balanço da trajetória, Carol afirmou ter orgulho da carreira e da longevidade no alto nível. A despedida oficial ocorre em meio ao reconhecimento da torcida e ao encerramento de uma trajetória marcada por títulos, passagens por grandes clubes e protagonismo tardio na Seleção Brasileira.

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