O ex-apresentador da Fox News e influenciador da direita americana, Tucker Carlson, afirmou em seu canal no YouTube, nesta segunda-feira (2), que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu teria solicitado diretamente ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoio para derrubar o regime iraniano.
De acordo com informações do DCM, Carlson alega que Netanyahu teria apresentado um ultimato a Trump: ou os EUA se juntavam à ação, ou Israel agiria sozinho.
“Netanyahu exigiu que ajudássemos a derrubar o regime, dizendo a Trump: ‘Você pode se juntar a mim ou não, mas eu vou fazer isso'”, afirmou Carlson.
Ainda segundo Carlson, a Casa Branca justificou os ataques como uma ação defensiva contra uma ameaça iminente do Irã. No entanto, o ex-apresentador argumenta que a verdadeira motivação seria o suposto ultimato de Israel, pressionando Washington a se envolver.
Qual foi o papel de Netanyahu na decisão de Trump?
Uma reportagem do New York Times também detalhou como a pressão de Netanyahu teria levado Trump a autorizar os ataques contra o Irã. Carlson alega ter tentado dissuadir o presidente, alertando sobre os riscos para os militares dos EUA, os preços da energia e os aliados árabes na região.
Carlson teria alertado Trump de que o desejo de Netanyahu de atacar o Irã era a principal razão para que o presidente estivesse considerando uma ação militar, e o aconselhou a “contenção” do premiê israelense. Trump teria respondido que os EUA não tinham escolha a não ser se unir a Israel no ataque ao Irã, o que deu início a uma campanha de bombardeios.
Quais foram as consequências do ataque ao Irã?
Desde o início da operação EUA-Israel no Irã, seis membros das Forças Armadas dos Estados Unidos morreram, segundo o Comando Central dos EUA. O número de mortos iranianos, de acordo com a Sociedade da Lua Vermelha iraniana, ultrapassava os 500 até a manhã desta segunda-feira.
Em resposta, o Irã e seus aliados regionais lançaram ataques contra diversas bases militares dos EUA no Oriente Médio, incluindo países como Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita. O Irã e o Hezbollah também realizaram ataques contra Israel.
Qual o posicionamento de outros membros do governo americano?
O New York Times relatou que o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, alertou Trump sobre as possíveis baixas americanas em um conflito com o Irã. Trump reconheceu que “provavelmente haverá mais” mortes de americanos antes do fim do conflito, que ele acredita que durará cerca de quatro semanas.
O então vice-presidente Vance defendeu que os EUA deveriam “ir com tudo e rápido” se decidissem atacar o Irã. Vance, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais e que serviu na Guerra do Iraque, criticou anteriormente as intervenções militares dos EUA para mudança de regime.
- Tucker Carlson: “Esta é a guerra de Israel. Esta NÃO é a guerra dos Estados Unidos.”
- Carlson: “Esta guerra NÃO está sendo travada em nome dos objetivos de segurança nacional americana.”
- Carlson: “Esta guerra é travada PURAMENTE porque Israel queria que fosse travada.”