Carbon Exchange revoluciona combate a incêndios florestais com tecnologia acústica - Brasileira.News
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Carbon Exchange revoluciona combate a incêndios florestais com tecnologia acústica

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A startup Carbon Exchange desenvolveu um inovador sistema para detectar incêndios florestais utilizando sonoridade. A solução, que já está em fase de implementação, utiliza dispositivos acústicos para captar o som de incêndios em estágio inicial, focando no perímetro das florestas. De acordo com informações da Capital Reset, os sensores são colocados de forma discreta nas bordas das áreas florestais, e contam com múltiplos microfones e um sistema de inteligência artificial para processar os dados coletados.

O sistema da Carbon Exchange atua antes que o fogo se alastre, emitindo alertas imediatamente ao detectar sons característicos, como o estalo da madeira. O objetivo é prevenir a propagação dos incêndios de maneira mais econômica e eficiente. Cristian Vosgrau, CEO da empresa, afirma que, enquanto a cobertura satelital tem limitações, o monitoramento sonoro permite uma vigilância contínua e rápida.

Como funciona o sistema de detecção sonora?

Os dispositivos, que lembram pequenas caixas camufladas, coletam dados ambientais e acústicos. Uma rede de sensores instalada nas bordas dos bosques identifica alterações na pressão atmosférica, umidade, temperatura e níveis de CO₂. O mais recente modelo introduzido pela Carbon Exchange integra oito microfones que, ao ouvir indícios de chamas, aciona o sistema de inteligência artificial para alertar os responsáveis pela área monitorada.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 97% dos incêndios florestais são originados nas bordas das florestas. Assim, a Carbon Exchange foca sua tecnologia nas extremidades, onde o risco é mais significativo. O sistema é fornecido em regime de comodato, onde a empresa instala o equipamento e cobra uma mensalidade para manutenção e análise de dados.

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Quais são os desafios enfrentados pela Carbon Exchange?

Embora a startup tenha registrado sucesso em várias áreas, alguns desafios ainda persistem. A cobertura satelital intermitente em regiões da Amazônia é um obstáculo, que a empresa planeja superar com um projeto de melhoria até dezembro. Atualmente, a Carbon Exchange opera com conectividade por satélites de baixa órbita e redes celulares, garantindo eficácia mesmo em áreas remotas.

  • Modelo de negócio: comodato e mensalidade
  • Alcance: priorizando áreas de risco conforme dados do INPE
  • Conectividade: redes celulares e satélites de baixa órbita

Qual é o impacto econômico da tecnologia?

No atual mercado de entrada, a silvicultura, a tecnologia visa proteger o investimento das plantações comerciais, evitando perdas significativas devido a incêndios. Um exemplo dados por Vosgrau mencionou prejuízos de até US$ 50 milhões em um único evento no Mato Grosso do Sul. Com a implementação dos sistemas de detecção, esperam-se economias consideráveis e maior segurança para os produtores.

A Carbon Exchange projeta crescimento e abertura para rodada Série A de investimentos. A empresa visa aumentar a produção de hardware e expandir sua atuação com maior cobertura satelital, contribuindo para a integridade do mercado de créditos de carbono no Brasil.

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