O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (23) que o Brasil foi o país mais beneficiado com as mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita em São Paulo, durante evento na Fiesp, e se refere à nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos EUA, que passa a valer nesta terça-feira (24). De acordo com informações do G1, a medida foi adotada por Trump após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço aplicado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Quais são os impactos para o Brasil?
Alckmin destacou que “essa decisão de 15% não tem problema, porque 15% vale para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% a mais. Somos o país mais beneficiado com essa decisão”. O Brasil, que chegou a enfrentar sobretaxas de 50% impostas pelos EUA, agora vê uma redução dessas alíquotas que beneficia diretamente os produtos brasileiros. A medida também amplia a lista de isenções para produtos industriais.
Quais produtos estão isentos?
Conforme documento publicado pela Casa Branca, além de petróleo, carne bovina, suco de laranja e café, também estão na lista de imposto zerado produtos tecnológicos, como semicondutores e eletrônicos. Alckmin afirmou que “abre-se aí uma avenida para voltarmos a ter um comércio exterior relevante com os EUA”.
Como ficam as relações comerciais?
O presidente em exercício também destacou a importância estratégica dos EUA para a balança comercial brasileira. “O maior comprador do Brasil é a China. O segundo é a União Europeia. O terceiro são os Estados Unidos. Mas, embora estejam em terceiro lugar, são primeiríssimos quando se trata de produto industrial manufaturado”, afirmou. Ele acrescentou que “a China compra muita commodity, incluindo petróleo bruto, minério de ferro, soja, café, carne e milho, e quem compra produto industrial são os EUA, adquirindo avião, máquina, motor e equipamento”.
Quem mais se beneficia?
Um estudo da Global Trade Alert aponta o Brasil e China como os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas por Trump. O relatório destaca que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos. Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido, União Europeia e Japão, passarão a enfrentar encargos mais altos.
Fonte original: G1