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Brasil amplia presença na China com DDGS e farinha de vísceras de aves

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Aerial view of a cargo ship loading grain at a bustling industrial port by the sea.
Aerial view of a cargo ship loading grain at a bustling industrial port by the sea. Foto: Fabrizio Zini — Pexels License (livre para uso)

No início de abril de 2026, o Brasil consolidou um importante avanço comercial ao ampliar sua pauta de exportações para a China, principal parceiro comercial do país desde 2009. A expansão inclui agora o DDGS (grãos de destilaria com solúveis) e a farinha de vísceras de aves. De acordo com informações do Canal Rural, essa movimentação estratégica visa diversificar os produtos enviados ao mercado asiático, fortalecendo a cadeia produtiva nacional de milho e proteína animal. A abertura para esses coprodutos representa uma oportunidade fundamental para o setor de biocombustíveis e reciclagem animal do país, ocorrendo em um momento de expansão da capacidade produtiva interna.

O DDGS é um resíduo de alto valor proteico derivado da produção de etanol de milho, amplamente utilizado na nutrição animal. Com o crescimento das usinas de etanol no Centro-Oeste brasileiro, especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, a oferta desse insumo aumentou significativamente, tornando o país um competidor de peso no cenário global. Já a farinha de vísceras de aves é um componente essencial na fabricação de rações, aproveitando subprodutos do abate que, anteriormente, possuíam menor valor agregado no mercado externo.

O que representa a exportação de DDGS para a economia nacional?

A inclusão do DDGS na pauta de exportações para o mercado chinês é vista como um marco para a indústria de milho. O Brasil vem transformando o cereal em combustível e, simultaneamente, gerando farelos de alta qualidade para alimentação de suínos, aves e bovinos. Ao acessar a China, os produtores brasileiros encontram um mercado de escala, capaz de absorver grandes volumes e garantir rentabilidade para as usinas que operam no modelo de processamento integral do grão.

Além disso, a diversificação ajuda a reduzir a dependência da exportação do milho em sua forma bruta, promovendo a industrialização dentro do território nacional. A China, que busca garantir sua segurança alimentar e eficiência na produção de carne, enxerga nos coprodutos brasileiros uma fonte confiável e sustentável de nutrientes para seus rebanhos, o que estreita ainda mais os laços comerciais entre as duas nações.

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Quais são os impactos da farinha de vísceras no agronegócio?

A farinha de vísceras de aves segue uma lógica similar de aproveitamento integral da produção pecuária. O setor de reciclagem animal transforma o que seriam resíduos em ingredientes valiosos para rações destinadas a animais de estimação e de produção. A entrada desse produto no mercado chinês fortalece os frigoríficos brasileiros, permitindo que a operação de abate de aves se torne mais eficiente do ponto de vista financeiro ao comercializar todas as partes do animal de forma otimizada.

A conformidade com os rigorosos protocolos sanitários exigidos pelo governo chinês reafirma a qualidade do sistema de defesa agropecuária do Brasil. O processo envolve inspeções detalhadas e a garantia de que os produtos atendem aos padrões internacionais de segurança alimentar. O papel do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tem sido decisivo na abertura desses mercados, negociando termos que assegurem a pureza e a procedência dos farelos exportados.

Por que a China é o destino principal desses coprodutos brasileiros?

A China permanece como o maior importador global de produtos agrícolas e seus derivados. A necessidade constante de alimentar uma população massiva e sustentar uma indústria de proteína animal em expansão faz do país um comprador estratégico para farelos e insumos nutricionais diversificados. A aproximação entre as autoridades brasileiras e a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) permitiu destravar essas novas frentes de negócio.

Os principais pontos positivos desta expansão comercial incluem:

  • Aumento do valor agregado das exportações brasileiras de milho e aves;
  • Fortalecimento da balança comercial com a entrada de novos itens;
  • Estímulo à criação de novas unidades processadoras em estados produtores;
  • Redução de desperdícios na cadeia produtiva animal e de biocombustíveis.

A estratégia brasileira de focar em subprodutos industriais coloca o país em uma posição de destaque na logística global de alimentos. O fluxo contínuo de mercadorias para os portos chineses deve ser intensificado com a validação de novas plantas processadoras autorizadas a exportar esses itens. Com a assinatura de novos protocolos, espera-se que um número ainda maior de estabelecimentos receba a habilitação para embarcar esses produtos ao longo dos próximos anos, consolidando a parceria sino-brasileira.

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