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Biblioteca Monteiro Lobato tem livros descartados e gera reação em Osasco

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Centenas de livros do acervo da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Osasco, foram descartados pela prefeitura na última sexta-feira, 24 de abril, segundo relatos de moradores e imagens que circularam nas redes sociais. O caso envolve a gestão do prefeito Gerson Pessoa (Podemos) e ocorre no contexto do fechamento da biblioteca desde 2020, após a interrupção das atividades na pandemia. De acordo com informações do Diario do Centro do Mundo, a administração municipal afirmou que os materiais descartados estavam contaminados por fungos e mofo.

As imagens mostram obras colocadas em caçambas e espalhadas pelo chão, o que provocou reação entre moradores, professores e escritores da cidade. Segundo os relatos reunidos na reportagem original, o acervo estava armazenado havia anos em uma sala, sem manutenção adequada, desde o fechamento do espaço ao público.

O que se sabe sobre o descarte dos livros em Osasco?

A biblioteca está fechada desde 2020, quando as atividades foram suspensas durante a pandemia de Covid-19. Desde então, o prédio permanece sem acesso ao público. Moradores afirmam que, após o fechamento, livros, jornais e documentos históricos da cidade ficaram guardados em condições inadequadas, o que teria contribuído para a deterioração de parte do material.

Entre os itens descartados, segundo os relatos citados na publicação, estavam obras de autores locais, livros de poesia e coleções antigas de jornais. A justificativa da prefeitura, de acordo com o texto original, foi a presença de fungos e mofo nos exemplares removidos.

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“Essa biblioteca não teve nenhuma compra de livros durante toda a sua existência. Todos os livros que estão aqui foram doados. Tem muita história que foi guardada aqui dos próprios osasquenses, livros de poesia, um acervo gigantesco que foi jogado fora, os jornais da cidade antigos também, é um acervo riquíssimo”, afirmou a professora Juliana Gomes Curvelo ao G1.

Qual é a situação da reforma da biblioteca?

Moradores relataram que uma reforma no espaço começou em setembro de 2023, com promessa de conclusão em fevereiro de 2024. No entanto, segundo os relatos citados, a obra não foi entregue e o prédio segue fechado, sem explicações públicas sobre a conclusão dos trabalhos.

A reportagem informa ainda que um novo contrato de reforma foi firmado em março deste ano, prevendo mais de R$ 1,5 milhão em serviços de manutenção e adequação do imóvel. Entre os itens previstos no documento estão:

  • reforma da cobertura;
  • adequações na parte elétrica;
  • pintura;
  • instalação de novos forros;
  • adequação de acessibilidade;
  • criação de um auditório.

Segundo os moradores ouvidos no texto original, apesar da contratação, não havia no local placas ou informações sobre o andamento dos serviços. A biblioteca, criada na década de 1960, já recebeu cerca de duas mil pessoas por mês antes do fechamento, funcionando como espaço de leitura, atividades culturais, cursos e inclusão digital.

Por que o caso provocou reação de moradores e professores?

A reação se deve ao valor histórico e cultural do acervo, formado, de acordo com o relato publicado, majoritariamente por doações. Além dos livros, os moradores mencionam a existência de jornais antigos e materiais ligados à memória da cidade. Desde 2022, segundo a reportagem, grupos locais e entidades vêm se mobilizando pela reabertura da Biblioteca Monteiro Lobato.

O texto original também cita informações patrimoniais declaradas por Gerson Pessoa ao Tribunal Superior Eleitoral. Em 2024, ele declarou patrimônio de R$ 3,4 milhões. Em 2022, quando foi eleito deputado estadual, havia declarado R$ 1,2 milhão em bens. Esses dados aparecem na publicação como parte do contexto político relacionado ao prefeito, mas não são apresentados como justificativa ou explicação para o descarte do acervo.

Até o que foi informado na reportagem de origem, o caso segue cercado por questionamentos de moradores sobre a condução da reforma, a preservação do patrimônio cultural da cidade e os critérios adotados para o descarte dos livros da biblioteca pública.

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