O Partido dos Trabalhadores (PT) escalou a deputada federal Benedita da Silva para tentar reverter a crise com o segmento evangélico após o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval. O evento, que homenageou o presidente Lula, incluiu uma ala intitulada ‘Neoconservadores em conserva’, o que gerou descontentamento entre lideranças religiosas. De acordo com informações do CartaCapital, a alegoria foi vista como uma afronta, especialmente por incluir referências religiosas.
Como Benedita da Silva está lidando com a situação?
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Benedita da Silva afirmou que “Deus não pode ser instrumento de campanha política” e criticou o uso da Bíblia como símbolo político. Ela destacou a diversidade dos núcleos familiares brasileiros e criticou o bolsonarismo por “plantar o medo, divisão e mentiras”. Anne Moura, da Executiva Nacional do PT, ressaltou que Benedita é uma “referência histórica no diálogo com as comunidades de fé”.
Qual é a reação dentro do PT?
A situação gerou desconforto também dentro do PT. O vice-presidente do partido, Washington Quaquá, afirmou que o PT precisa dialogar com todos os segmentos da sociedade, inclusive os conservadores. “O PT nasceu como um partido popular, e partido popular não escolhe pedaço do povo”, escreveu Quaquá nas redes sociais.
Quais são as implicações políticas dessa crise?
O episódio ocorre em um momento delicado para o governo, que busca melhorar sua imagem entre os evangélicos. Segundo pesquisa Genial/Quaest, 61% desse segmento desaprovam o governo Lula. Além disso, há preocupações de que o mal-estar possa afetar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que ele também é evangélico e enfrenta resistências entre os senadores.
Fonte original: CartaCapital


