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Bemol leva supercomputadores ao varejo e inicia vendas na região Norte

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A Bemol, varejista sediada em Manaus e com atuação na Amazônia Ocidental, começou a vender supercomputadores voltados ao treinamento e à inferência de grandes modelos de linguagem de inteligência artificial. A iniciativa foi divulgada em 16 de abril de 2026 e tem como primeiro produto o Veriton GN100, da Acer, comercializado no site da empresa. De acordo com informações do Mobile Time, a aposta da varejista é atender uma demanda que pode ir além das negociações diretas entre grandes empresas, incluindo usos corporativos e de pesquisa em regiões com limitações de conectividade.

Segundo a reportagem, a Bemol afirma ser uma das primeiras varejistas do Brasil a apostar nesse tipo de equipamento nas prateleiras do varejo tradicional. A empresa atende cidades dos estados de Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, área descrita no texto original como Amazônia Ocidental.

O que a Bemol está vendendo?

O equipamento colocado à venda é o Veriton GN100, da Acer, equipado com chip NVIDIA GB10 Grace Blackwell. De acordo com o texto original, o aparelho tem tamanho semelhante ao de um livro, desempenho de um petaFLOP, 128 GB de memória unificada e até 4 TB de armazenamento NVMe.

A matéria informa ainda que o modelo é capaz de lidar com sistemas de até 200 bilhões de parâmetros, podendo chegar a 500 bilhões com a conexão de duas unidades. No comunicado citado pela reportagem, a empresa descreve aplicações com grandes LLMs pré-treinados ou refinados.

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“Isso permite a utilização simultânea de grandes LLMs pré-treinados ou refinados na faixa de 70 a 120 bilhões de parâmetros, incluindo modelos como DeepSeek R1 (70 bilhões de parâmetros), gpt-oss (120 bilhões de parâmetros) ou LLMs comparáveis, ajustados por instruções e refinados, otimizados para inferência local”

Quanto custa o supercomputador e como será a oferta?

O GN100 está sendo vendido no site da Bemol por R$ 44.999. A reportagem informa que o valor cai para R$ 30.999 no caso de compradores empresariais localizados na Zona Franca de Manaus ou em Boa Vista.

Para o início das vendas, a varejista montou um estoque de 500 unidades. O movimento indica uma tentativa de abrir espaço no varejo para uma categoria de produto que, até aqui, costuma estar associada a negociações corporativas mais restritas.

  • Preço geral: R$ 44.999
  • Preço para empresa na Zona Franca de Manaus ou em Boa Vista: R$ 30.999
  • Estoque inicial: 500 unidades

Por que a empresa vê demanda para esse tipo de máquina?

Em entrevista ao Mobile Time, o head de engenharia de software e dados da Bemol, João Clineu, apontou três fatores para impulsionar a demanda no Brasil. Segundo ele, pesam a necessidade de soberania e segurança sobre dados e modelos de IA, o alto custo da nuvem para aplicações de inteligência artificial e a baixa qualidade de conectividade em certas regiões do país.

Esses fatores, conforme a reportagem, podem favorecer o uso de processamento local em vez da dependência de infraestrutura remota. Isso seria relevante, por exemplo, em operações realizadas em locais sem acesso confiável à internet ou em situações que envolvam informações sensíveis.

“Imagine um pesquisador que precise levar sua pesquisa para uma área remota, sem Internet. Com um supercomputador, ele pode validar experimentos grandes e complexos sem ter que voltar para processar os dados em uma sala com servidores”

O texto também cita o caso de empresas que precisem testar modelos de IA com segredos industriais, o que exigiria camadas adicionais de segurança se o processamento fosse feito na nuvem.

“Isso também vale para um empreendedor inovador que precise de um custo enxuto pra validar uma hipótese com IA. Com uma máquina dessas ele reduz seu custo com cloud e pode fazer experimentos locais. O preço de R$ 40 mil fica barato”

Como a Bemol usa esse equipamento internamente?

Além da revenda, a Bemol também utiliza o GN100 em seus próprios projetos de inteligência artificial. De acordo com a reportagem, a companhia desenvolve um LLM próprio e agentes de IA voltados a atividades consideradas críticas em seus processos internos.

Entre os exemplos citados estão o gerenciamento de pedidos do e-commerce e a manutenção do data lake. A matéria também informa que a Bemol teve faturamento de R$ 5 bilhões em 2025 e conta com 37 lojas, além de operação em e-commerce e televendas. O grupo também reúne 45 farmácias com atendimento multicanal, 23 loterias, quatro mercados, seis centros de distribuição e estrutura logística própria com 220 caminhões, além de integração rodoviária e fluvial.

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