Lightshift Energy e a Blue Ridge Power Agency anunciaram na quinta-feira, 21 de abril de 2026, planos para instalar cerca de 25 MW de armazenamento de energia conectado à rede de distribuição em cinco locais pertencentes a três concessionárias municipais e cooperativas da Virgínia, nos Estados Unidos. Cada projeto terá 5 MW e, segundo as empresas, deve entrar em operação ainda neste ano. De acordo com informações da Utility Dive, as baterias serão carregadas em períodos de menor demanda e descarregadas nos momentos de pico, com o objetivo de ampliar a capacidade do sistema diante do crescimento da carga elétrica no estado e na área do PJM Interconnection.
Segundo o texto original, a Lightshift estima que o conjunto dos projetos poderá gerar aproximadamente US$ 100 milhões em economia ao longo da vida útil dos sistemas. A empresa afirmou ainda que projetos conectados à rede de distribuição podem ser implantados mais rapidamente e com menor custo inicial de desenvolvimento do que sistemas conectados à transmissão, que podem custar “dezenas de milhões” de dólares e levar vários anos para obter interconexão no PJM.
Quem receberá os projetos de baterias na Virgínia?
De acordo com o anúncio citado pela reportagem, a Lightshift instalará três sistemas em propriedades da Central Virginia Electric Cooperative, um em área da Craig-Botetourt Electric Cooperative e outro no departamento municipal de eletricidade da cidade de Salem, Virgínia. As três distribuidoras atendem consumidores de comunidades predominantemente rurais e suburbanas nas regiões central e oeste do estado.
O executivo comercial-chefe da Lightshift, Robert Greskowiak, disse à Utility Dive que os cinco empreendimentos na Virgínia estão na faixa inferior do que a empresa considera seu tamanho ideal, entre 5 MW e 30 MW. Segundo ele, isso se deve em parte ao fato de serem os primeiros projetos de baterias dessas três distribuidoras e também à estratégia de ajustar o porte de cada instalação à carga e à necessidade de capacidade de cada utility.
Por que a empresa aposta em projetos menores conectados à distribuição?
Na avaliação de Greskowiak, em algumas regiões faz mais sentido desenvolver vários projetos menores conectados à distribuição do que uma única instalação de grande porte ligada à transmissão. Ele afirmou que, em certos casos, é mais vantajoso construir dez projetos de 30 MW do que uma unidade de 300 MW conectada à rede de transmissão.
A Blue Ridge Power Agency, responsável por coordenar a compra de energia no atacado para suas associadas, pediu à Lightshift que os projetos fossem bastante semelhantes entre si, segundo o executivo. A intenção, de acordo com a declaração reproduzida pela Utility Dive, era garantir condições comparáveis para as concessionárias participantes.
“We can reach the scale of the Invenergys and NextEras” — two major developers of utility-scale power generation, transmission and storage — “and we offer the ‘speed to power’ piece,” he said.
A reportagem informa que a Lightshift classifica esse tipo de implantação como parte de sua oferta chamada “VPP+”, descrita pela empresa como uma combinação entre a escala do armazenamento conectado à transmissão e a rapidez de sistemas menores que podem ser agregados em usinas virtuais em escala de megawatts.
Qual é o contexto mais amplo para o uso dessas baterias?
O texto destaca que o avanço desse tipo de sistema ocorre em meio ao aumento dos custos de transmissão e de capacidade, especialmente na área do PJM Interconnection, que inclui a Virgínia. A empresa também relaciona a demanda crescente por armazenamento ao peso do estado em uma região conhecida pela concentração de data centers.
Além das utilities, a Utility Dive relata que data centers e grandes consumidores industriais também têm buscado baterias para reduzir demanda de pico, aumentar resiliência e obter outros benefícios operacionais. Como exemplo, a Lightshift informou estar trabalhando com a Global Foundries em uma instalação de 16 MW/52 MWh na fábrica da empresa em Essex Junction, Vermont.
- Capacidade total anunciada na Virgínia: 25 MW
- Número de projetos: cinco
- Capacidade por projeto: 5 MW
- Entrada em operação prevista: ainda em 2026
- Entidades atendidas: três distribuidoras municipais e cooperativas
Segundo Greskowiak, implantações desse tipo podem permitir que concessionárias adiem parte das obras de transmissão e, em alguns casos, eliminem a necessidade de determinados reforços. A reportagem, porém, não apresenta cronogramas detalhados de construção nem valores individuais de investimento para cada unidade anunciada na Virgínia.