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Banco Master: ministro diz que governo não vai se omitir em investigações

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, em Brasília, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai se omitir nem promover “espetacularização” nas investigações sobre possíveis fraudes envolvendo o Banco Master. A declaração foi dada a jornalistas no contexto dos esclarecimentos sobre a quarta fase da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. De acordo com informações do Poder360, esta foi a primeira manifestação do Ministério da Justiça desde o início das apurações.

Segundo o ministro, a decisão de falar publicamente teve como objetivo responder a questionamentos da imprensa, sem transformar a investigação em um evento político ou midiático. Na mesma ocasião, o diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad, disse que a maior parte da operação segue sob sigilo e que os esclarecimentos prestados se limitaram a trechos que já podiam ser abordados publicamente.

O que o ministro da Justiça disse sobre o caso?

Ao comentar o andamento das investigações, Wellington César declarou que o governo não pretende “espetacularizar” o caso nem se “omitir” diante das suspeitas. A fala ocorreu quando ele foi questionado sobre a exposição pública da operação e sobre o momento político em que o governo enfrenta desgaste de popularidade.

“espetacularização”

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“omitir”

De acordo com o relato publicado, o ministro atribuiu a declaração à necessidade de esclarecer dúvidas da imprensa. Já William Murad reforçou que o “grosso” da operação permanece sob sigilo, indicando que o Ministério da Justiça e a Polícia Federal evitaram detalhar partes centrais da investigação.

O que a operação Compliance Zero investiga?

A quarta fase da operação Compliance Zero resultou na prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. Segundo o texto original, ele é suspeito de negociar propinas com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O caso envolve suspeitas relacionadas à liberação de créditos podres do banco.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prisão de Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro, sob suspeita de negociarem R$ 146 milhões em propina pagos por Daniel Vorcaro. Ainda de acordo com a Polícia Federal, Paulo Henrique Costa teria autorizado o pagamento de R$ 12 bilhões em créditos podres do Master.

  • R$ 146 milhões em propina são citados na decisão mencionada pela reportagem;
  • R$ 12 bilhões em créditos podres teriam sido autorizados, segundo a PF;
  • seis imóveis de luxo teriam sido identificados como forma de pagamento das propinas;
  • os repasses, conforme os investigadores, chegaram a R$ 74 milhões.

Como o governo relaciona o caso ao combate ao crime financeiro?

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que a estratégia do governo é atingir financeiramente estruturas criminosas. Na fala reproduzida pela reportagem, ele retomou argumentos já defendidos por Fernando Haddad quando era ministro da Fazenda, hoje apresentado pelo texto como pré-candidato ao governo de São Paulo.

“atacar o andar de cima”

“asfixia financeira”

Segundo Chico Lucas, essa linha de atuação vem sendo aplicada desde a operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro com movimentação de bilhões de reais e supostas ligações com o PCC. Ele também disse que o governo busca preservar a institucionalidade e a autonomia da Polícia Federal durante as apurações.

“preocupação muito grande em respeitar a institucionalidade”

“Não adianta enfrentarmos a violência só das comunidades com tiro. Precisamos ter inteligência e integração”

O que a Polícia Federal apontou sobre os pagamentos investigados?

Segundo os investigadores, Daniel Vorcaro não teria concluído integralmente os pagamentos após tomar conhecimento, em abril de 2025, de um procedimento investigatório sigiloso do Ministério Público Federal. A apuração buscava investigar o suposto pagamento de propina a Paulo Henrique Costa.

De acordo com a Polícia Federal, ao saber da existência da investigação, Vorcaro teria ordenado a Daniel Monteiro que “travasse tudo”, bloqueando pagamentos e a formalização do registro das transações. Os policiais também afirmam que Felipe Mourão, chamado de “Sicário” na investigação e apontado como integrante do núcleo de inteligência do Master, encaminhou peças sigilosas a Vorcaro em 24 de junho.

O caso segue sob investigação, com parte relevante dos autos mantida em sigilo, e o governo sustenta publicamente que pretende acompanhar o tema sem omissão e sem ampliar sua exposição além do que as autoridades consideram necessário.

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