Uma baleia-jubarte que estava encalhada desde o início da semana na costa do mar Báltico, na Alemanha, conseguiu voltar sozinha a águas mais profundas na madrugada de 28 de março de 2026, após vários dias de tentativas de resgate com barcos e escavadeiras. O animal havia sido visto na segunda-feira, 24 de março, em uma área rasa próxima de Niendorf, perto da cidade de Lübeck, e mobilizou equipes de salvamento e especialistas por causa do risco à sua sobrevivência. De acordo com informações do Guardian Environment, embarcações passaram a acompanhar a baleia à distância na esperança de ajudá-la a seguir em direção ao mar do Norte e, depois, ao oceano Atlântico, habitat natural da espécie.
Segundo o relato publicado, o mamífero marinho mede cerca de 10 metros e havia ficado preso em águas rasas sobre um banco de areia na região de Niendorf. Ao longo dos últimos dias, as equipes tentaram abrir caminho para o animal usando barcos para formar ondas e escavadeiras para remover areia. Na quinta-feira, 27 de março, as operações passaram a empregar maquinário em uma plataforma flutuante para dragar um canal que permitisse a fuga da baleia.
Como a baleia conseguiu escapar do banco de areia?
De acordo com o biólogo marinho Robert Marc Lehmann, a baleia conseguiu se soltar durante a noite entre quinta e sexta-feira. Ele afirmou que o animal “reuniu suas forças” e “se libertou usando sua própria força”.
“Resgate da baleia bem-sucedido”, escreveu ele em seu perfil no Instagram.
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Apesar da saída para águas mais profundas, Lehmann alertou que ainda era cedo para comemorar. Segundo ele, a baleia estava “muito doente” e ainda teria um longo percurso até alcançar “seu verdadeiro lar, o Atlântico”. O especialista também disse que o animal nadava em zigue-zague, o que poderia aumentar o risco de um novo encalhe.
Quais eram as preocupações das equipes de resgate?
Além do encalhe, a baleia havia ficado presa em uma rede de pesca, da qual os socorristas conseguiram retirar a maior parte. Especialistas da organização de conservação marinha Sea Shepherd também advertiram que o animal apresentava uma doença de pele, o que reforçava a preocupação com seu estado de saúde.
Depois da liberação, uma flotilha passou a seguir o deslocamento do mamífero a certa distância. Entre as embarcações envolvidas estavam dois barcos da polícia aquática do estado de Schleswig-Holstein, no norte da Alemanha, segundo um porta-voz da corporação citado pela AFP no texto original. A estratégia era observar o trajeto e, se possível, ajudar a orientar a baleia rumo à rota de saída do Báltico.
- A baleia foi avistada pela primeira vez na segunda-feira, 24 de março de 2026.
- O animal estava preso em águas rasas perto de Niendorf, próximo a Lübeck.
- As equipes usaram barcos e escavadeiras nas tentativas de resgate.
- Na quinta-feira, 27 de março, começou a abertura de um canal na areia.
- Na madrugada de sexta-feira, 28 de março, a baleia conseguiu escapar sozinha.
Qual é o caminho esperado para a baleia?
A expectativa dos especialistas é que o animal consiga deixar o mar Báltico pelos estreitos entre Alemanha, Dinamarca e Suécia, seguindo depois para o mar do Norte e, na sequência, para o oceano Atlântico. Esse é o trajeto considerado essencial para que a baleia retorne ao seu habitat natural.
No Brasil, a baleia-jubarte é conhecida por migrar anualmente para áreas do litoral, especialmente no Nordeste e no Sudeste, durante a temporada reprodutiva. Por isso, casos envolvendo a espécie também têm repercussão entre pesquisadores e órgãos ambientais brasileiros, que acompanham encalhes, emalhes em redes e rotas migratórias no Atlântico Sul.
O primeiro-ministro estadual, Daniel Günther, governador do estado de Schleswig-Holstein, afirmou em uma rádio local que agora resta torcer para que o animal encontre a saída. Ele também agradeceu aos voluntários envolvidos na operação e disse que todos ficaram satisfeitos ao ver resultado após os trabalhos de escavação. Embora a baleia tenha vencido a etapa mais imediata do encalhe, o acompanhamento continua sendo tratado com cautela por causa de seu estado debilitado e do risco de novas dificuldades no percurso.
