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Baleia-de-rice enfrenta extinção após decreto inédito de Donald Trump

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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou em 5 de abril de 2026 uma decisão sem precedentes que pode resultar na extinção da baleia-de-rice. A medida revoga as proteções ambientais destinadas à conservação desta espécie criticamente ameaçada no Golfo do México. A justificativa apresentada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, baseia-se em razões de segurança nacional, visando desobstruir a exploração de petróleo e gás na região por parte das indústrias de combustíveis fósseis. O movimento estabelece um precedente internacional de flexibilização de leis de proteção à biodiversidade, tema que impacta diretamente as negociações climáticas globais das quais o Brasil participa ativamente.

De acordo com informações do Guardian Environment, existem apenas cerca de 50 indivíduos desta espécie no planeta. O desmantelamento das salvaguardas ambientais pode causar a primeira extinção de uma espécie de baleia nas águas da América do Norte em 300 anos.

Como o governo dos Estados Unidos suspendeu a lei ambiental?

A deliberação ocorreu durante uma reunião a portas fechadas no Departamento do Interior. Seis membros da administração federal concordaram em isentar o setor de óleo e gás do cumprimento da Lei de Espécies Ameaçadas na área do golfo. O painel responsável pela isenção é informalmente conhecido como “Esquadrão de Deus”, pois possui autoridade para determinar a continuidade ou o fim das medidas protetivas de uma espécie.

Esse comitê havia sido convocado apenas três vezes na história, sendo a última no ano de 1992. Para embasar a medida atual, Hegseth utilizou o argumento da defesa do território norte-americano.

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“Quando o desenvolvimento no golfo é paralisado, somos impedidos de produzir a energia de que precisamos como país. Ações hostis recentes do regime terrorista iraniano destacam mais uma vez por que a produção doméstica robusta de petróleo é um imperativo de segurança nacional”, declarou o secretário.

Quais são os principais riscos para a baleia-de-rice no golfo?

A decisão retira regras básicas de convivência entre a vida marinha e as corporações. Anteriormente, as petroleiras eram obrigadas a reduzir a velocidade de suas embarcações nos habitats dos cetáceos e a realizar o monitoramento contínuo das águas durante trabalhos exploratórios. O secretário do Interior, Doug Burgum, endossou a ação, afirmando que os fluxos de energia estadunidenses não devem ser interrompidos por litígios legais em andamento.

Os especialistas apontam que as ameaças à baleia-de-rice (oficialmente nomeada Balaenoptera ricei no ano de 2021) provêm quase integralmente da infraestrutura petrolífera. Os principais fatores de risco englobam:

  • O intenso tráfego marítimo no norte do Golfo do México, que causa atropelamentos fatais quando os animais descansam na superfície durante a noite.
  • A poluição sonora gerada por perfurações, cabos e dutos, que interfere diretamente nas vocalizações e na comunicação dos mamíferos.
  • Os vazamentos de óleo, como o desastre da plataforma Deepwater Horizon em 2010, que dizimou aproximadamente um quinto de toda a população conhecida da espécie na época.

O biólogo Jeremy Kiszka, da Universidade Internacional da Flórida, explicou que a situação da população da espécie é crítica, pois eles habitam uma pequena faixa do golfo e se alimentam exclusivamente de peixes gordurosos em profundidades específicas.

“É uma espécie que vive no limite. Quanto mais formos perfurar, quanto mais formos industrializar o golfo, mais provável é que percamos uma espécie que se encontra única ou principalmente em águas dos EUA”, alertou o especialista.

Qual é a reação dos especialistas e do setor de energia?

Pat Parenteau, especialista em direito ambiental da Vermont Law School, expressou indignação com o ineditismo da manobra política.

“Donald Trump gosta de ser o primeiro e, se isso for mantido, ele será o primeiro presidente a tomar a decisão consciente de extinguir uma baleia. Isso acontecerá diante dos nossos olhos”, lamentou Parenteau.

Por outro lado, o Instituto Americano de Petróleo aprovou a liberação. A porta-voz da organização, Andrea Woods, pontuou que o setor energético estadunidense depende de um equilíbrio de medidas baseadas na ciência enquanto supre a crescente demanda de consumo. O grupo reforçou que não havia solicitado oficialmente a isenção, mas vê com bons olhos a retirada das travas legais que limitavam a extração de recursos fósseis no mar. Essa sinalização de aumento na oferta de óleo no mercado global também afeta diretamente os preços internacionais, influenciando indicadores econômicos do Brasil e os rumos de empresas petrolíferas como a Petrobras.

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