Ataques no Golfo Não Param Entregas por Aplicativo - Brasileira.News

    Ataques no Golfo Não Param Entregas por Aplicativo

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    Missile Attacks Are Overwhelming the Gulf. Delivery Drivers Are Still on the Roads

    Apesar dos ataques com mísseis e drones que têm assolado a região do Golfo, os serviços de entrega por aplicativo continuam operando, demonstrando uma resiliência notável em meio ao conflito. Embora haja atrasos, alertas de mísseis e o som constante de interceptações aéreas, empresas como a Careem mantêm suas atividades, buscando garantir a normalidade para a população.

    As operações foram brevemente interrompidas nos Emirados Árabes Unidos (EAU) após os primeiros ataques, mas rapidamente retomadas. As empresas alegam que seu objetivo é assegurar que as pessoas tenham acesso a bens essenciais e que a vida continue o mais normal possível.

    A Careem declarou que está avaliando a segurança de suas operações em tempo real, fornecendo atualizações e orientações aos seus motoristas, chamados de ‘capitães’, através de grupos no WhatsApp e SMS. A empresa enfatizou que nenhum motorista é obrigado a trabalhar caso se sinta inseguro.

    O Ministério de Recursos Humanos e Emiratização dos EAU recomendou o trabalho remoto para o setor privado entre 1 e 3 de março, exceto para atividades essenciais que exigem presença física. A Uber também confirmou que seus serviços, incluindo o UberEats, estão totalmente operacionais na região, priorizando a segurança de seus passageiros e motoristas parceiros, seguindo rigorosamente as recomendações do governo local.

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    A decisão de manter os serviços em funcionamento gerou debates online. Críticos argumentam que os entregadores estão sendo colocados em risco, mesmo com sistemas de interceptação de mísseis em operação, devido a detritos e outros perigos. O Ministério da Defesa dos EAU reportou 3 mortes e 58 feridos desde o início dos ataques.

    No entanto, outros argumentam que a suspensão dos serviços aumentaria o tempo de exposição dos entregadores, que precisam cumprir suas metas diárias. Um entregador da Deliveroo, que preferiu permanecer anônimo, relatou que trabalha para uma agência de logística terceirizada e é multado caso se recuse a trabalhar ou não atinja suas metas. A maioria dos entregadores recebe um salário base mais uma taxa por entrega, incentivando-os a realizar o maior número possível de entregas.

    A Uber paga por cada coleta e entrega, além de uma taxa por milha percorrida e gorjetas. Em algumas cidades, os motoristas também recebem uma taxa por minuto. Isso significa que a recusa em realizar uma entrega afeta diretamente seus ganhos. O entregador da Deliveroo também afirmou não ter recebido orientações de segurança da empresa em relação aos ataques.

    As empresas de entrega também fornecem alimentos, remédios e outros suprimentos essenciais para pessoas que permanecem em casa. A Careem registrou um aumento na demanda por produtos básicos como água, arroz, massas e frutas e verduras frescas.

    A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera os entregadores como trabalhadores essenciais, desempenhando um papel crucial no acesso da população a alimentos, remédios e outras necessidades diárias, especialmente em tempos de crise. Essa classificação se consolidou durante a pandemia de Covid-19, quando o comércio eletrônico se tornou indispensável.

    Durante a pandemia, os países criaram listas de serviços essenciais para garantir a continuidade de suas operações. A OIT observou que a maioria dos países incluiu atividades que garantem o acesso a alimentos, água, eletricidade, saneamento, saúde e ordem pública. A prestação desses serviços envolve outras atividades, como os serviços de entrega por aplicativo.

    O conceito de ‘trabalhador essencial’ existe há séculos. Durante a peste na Europa, certas profissões, como cavar sepulturas, eram consideradas essenciais. Durante a gripe espanhola, o cultivo de arroz foi priorizado para evitar a fome. Na sociedade moderna, manter esses serviços funcionando ajuda a manter a normalidade e evitar compras por pânico ou prateleiras vazias, embora os riscos sejam suportados principalmente por trabalhadores imigrantes.

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