Na segunda-feira, 20 de abril, um ataque a tiros ocorreu no topo da Pirâmide da Lua em Teotihuacán, México, durante o horário de pico, por volta das 12h. O incidente resultou na morte de uma jovem canadense e deixou 13 pessoas de diversas nacionalidades feridas, incluindo uma adolescente brasileira de 13 anos. O atirador, após a ação, tirou a própria vida. Revista Fórum relatou que as autoridades ainda investigam o motivo do atentado.
O evento ocorreu a cerca de 50 quilômetros da Cidade do México, em um dos locais arqueológicos mais visitados do país. A segurança durante a visitação, que atrai quase um milhão de turistas anualmente, foi questionada após o massacre.
Como o ataque se desenrolou na pirâmide?
Segundo testemunhas, o agressor era um mexicano de aproximadamente 35 anos, que vestia camisa xadrez e máscara. Ele encurralou cerca de 20 turistas durante a emboscada, entre eles os brasileiros Henrique Reis e Marina Beta. A situação se tornou dramática quando o atirador arremessou uma faca em direção a Marina, ordenando que ela cortasse uma cerca para ser liberada. Após cumprir a ordem, ela conseguiu descer da estrutura.
“Ele disse que, se ela colaborasse, seria liberada. Ela seguiu as ordens e pôde descer”, contou Henrique ao diário carioca O Globo.
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Pouco depois, Henrique foi liberado sob a condição de alertar os policiais que o atirador ainda mantinha reféns. Durante os 15 minutos de terror, o agressor disparava aleatoriamente e gritava frases desconexas.
O ataque foi premeditado?
Investigações lideradas pelo Procurador-Geral do Estado do México, José Luis Cervantes, indicam que o ataque foi meticulosamente planejado. O atirador havia visitado o sítio arqueológico várias vezes antes do ataque e se hospedado em hotéis próximos para estudar a segurança local. No local do suicídio, foi encontrada uma mochila com 52 cartuchos de munição, sugerindo que o criminoso estava preparado para um confronto prolongado.
Quais as repercussões do atentado?
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, descartou ligações entre o ataque e o narcotráfico. O evento gerou preocupações sobre a segurança, especialmente com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando. O turismo no local foi impactado, com aumento dos cancelamentos de visitas. Em resposta, o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) anunciou um reforço nas medidas de segurança, reabrindo as pirâmides ao público no dia 22 de abril.
- Reforço nas medidas de segurança
- Impacto no setor de turismo
- Preocupações com eventos futuros